Por Maria João Tavares *




Desde que Mark Zuckerberg o inventou há uma década, o Facebook atraiu um bilião de utilizadores em todo o Mundo. E o Twitter regista agora 200 milhões de utilizadores que enviam 400 milhões de tweets por dia.


Mas a função das redes sociais em ambiente empresarial foi quase sempre tida como negativa, apesar da sua popularidade crescente. Os gestores temem um impacto negativo sobre a produtividade da sua força de trabalho. As redes sociais nas empresas começaram por ser orientadas para o consumidor, como ferramentas de marketing, incorporando os blogues, Facebook, Twitter e YouTube nos programas de marketing. Sempre centradas em capitalizar as enormes audiências atraídas por essas plataformas.


A indústria do software empresarial começou por acrescentar as aplicações de redes sociais aos sistemas sem qualquer agenda ou objetivo real. A sua função nas empresas foi sendo validada, mas tem sido monopolizada quase totalmente pelo Diretor de Marketing.

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Revelações para uma Revolução

Para que as redes sociais sejam valorizadas nos ambientes empresariais têm de ser utilizadas colaborativamente (Social Media 2.0), como parte integrante das tarefas ou integradas nas aplicações empresariais utilizadas. Os programas de marketing usaram as redes sociais com sucesso, mas poucas campanhas exploraram as capacidades das redes sociais para suportar conversações multidirecionais. Cedo ficou claro que podiam ser usadas para envolver e capacitar os trabalhadores a tomarem mais decisões melhor informadas, ajudando a resolver problemas, reduzir custos, aumentar a produtividade, facilitar melhores relações com os clientes e gerar lucros.


Aplicadas ao software empresarial, as redes sociais representam uma nova forma de promover a colaboração entre diferentes grupos. As mensagens e alertas integrados nas aplicações empresariais influenciam os processos de negócio e proporcionam valor aos utilizadores. Aproveitam informação relevante para informar de imediato o processo de decisão - um processo que é quase impossível ser criado a partir de comunicações não estruturadas em volta de uma mesa de reuniões, durante um telefonema ou ainda com base no e-mail.


Funciona da mesma forma como o Facebook e o Twitter através da seleção de feeds de, por exemplo, um sistema ERP definido pelo utilizador. Os utilizadores podem acompanhar dados pertinentes para a sua função na empresa e receber informação constante sobre tudo quanto lhe seja relevante. E outro benefício crucial da aplicação das redes sociais ao software empresarial é a de que as novas gerações - muito familiarizadas com o Google, Facebook, YouTube e Twitter - podem adotá-los e usá-los de forma instantânea, com menos formação e mais tempo despendido nas tarefas que têm entre mãos.


Uma Reforma Significativa

O software empresarial já merecia uma reforma. Incorporando as redes sociais para assegurar que qualquer utilizador está apenas à distância de um clique do mundo de outro utilizador, o software empresarial conseguiu uma transformação sem precedentes - de redes sociais para negócios sociais.


À medida que o volume e a variedade de dados continua a aumentar e as decisões têm que ser tomadas mais depressa e de forma mais inteligente, as redes sociais desempenham um papel crucial na empresa - não apenas para o marketing mas nos sistemas que suportam funções cruciais de "back office".

Ao estimular o empenhamento do utilizador, a capacidade de tomar decisões melhores e mais informadas, e aumentar a produtividade, o sucesso dos negócios sociais no local de trabalho pode estar apenas no seu início.



* Country Manager da Infor em Portugal

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