Marta Pereira *



A partir do século XX, altura em que ocorreu o desenvolvimento dos computadores, com uma maior evolução após a invenção dos chips, assistimos ao desenvolvimento das telecomunicações, ao aparecimento da Internet e às comunicações sem fios que, hoje em dia, são tão relevantes e essenciais para todas as pessoas. De cada vez que surge uma nova tendência, abordagem ou linha de pensamento, acabamos por assumir que chegámos ao fim da cadeia da evolução tecnológica, que depois de tudo o que já foi inventado mais nada de novo poderá surgir. Mas…e se esse não for o caso? Se ainda pudermos explorar algumas coisas, o que resta ainda por descobrir? O que poderemos esperar no futuro, já amanhã?



Nos dias de hoje o tema em voga é como seremos capazes de fornecer Inteligência às máquinas. Como será possível a comunicação entre os aparelhos e elevar as máquinas ao nível mais alto da cadeia de valor fornecendo-lhes para além dos dados a sabedoria para efetuar decisões.

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Será possível a informatização dos objetos ao ponto da micropartícula? Surge assim, a "Internet das Coisas" (do inglês Internet of Things - IoT) que não é mais do que um conceito de computação que descreve a integração da internet e a sua comunicação com o mundo físico, onde todos os objetos estarão conectados e são capazes de se identificarem entre eles. A sua utilização vai permitir que exista integração, abordagem pratica e redução de custos através do uso de várias tecnologias, tais como sensores, RFID (Radio-Frequency Identification), UID (Unique Identification Number), redes wireless, QR Codes e outras.



A IoT é significativa porque um objeto que pode representar-se a si próprio digitalmente torna-se algo maior do que objeto em si, deixa de estar relacionado a sua função para as pessoas e passa a estar conectado a todos os objetos que o rodeiam. Este conceito foi originalmente introduzido, no final da década de noventa, por Kevin Ashton, cofundador do Auto-ID Center do Massachusetts Institute of Technology (MIT) numa abordagem em que se descreve a internet das coisas como um sistema em que os computadores e a internet se relacionam e ligam ao mundo físico, através de sensores.



Por não ser um conceito tão novo quanto possamos pensar, existem já um sem fim de setores nos quais está a ser aplicada esta nova tendência, vejamos o caso da agricultura em que já se começam a usar sensores espalhados pelo terreno para aferir as zonas que mais precisam de fertilizantes. Na área das seguradoras, existe a ideia de associar as apólices não ao perfil do segurado mas sim ao comportamento real de quem conduz o automóvel, registado por vários sensores em tempo real (velocidade, travagens, acidentes, respeito pelos sinais de trânsito e outros). E ainda no ramo automóvel, é possível o automóvel comunicar e fazer diretamente o agendamento da próxima revisão, evitando os problemas mecânicos e garantindo a segurança.



Muito se tem falado da utilidade que poderia ser dada à "Internet das Coisas", através da criação de frigoríficos inteligentes que ajudam na gestão dos produtos, alertando sobre os prazos de validade dos alimentos, aprendendo os hábitos de consumo e criando listas de compras que mais tarde só precisariam de uma única validação por parte do utilizador para efetivarem as compras.



Este conceito da IoT pode ser aplicado às mais diversas áreas, tem um sem fim de utilidades: pode ajudar a gerir a mais rotineira tarefa do nosso dia-a-dia ou ser perfeitamente utilizado para a gestão, levantamento e reorganização de grandes cidades. Até ao final desta década vamos ouvir muito sobre a "Internet das Coisas".

* Consultora da área de Development da Mind Source

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