Por Mark Barrenechea (*)

A verdade absoluta para os líderes empresariais de hoje é que só há um caminho. Para a frente. A escolha dos dias de hoje é entre o Digital ou a Morte, e isto não é uma hipérbole, é a realidade. 

Há uma união de esforços que está a convergir para a criação da maior disrupção empresarial dos tempos modernos. Os novos vencedores e vencidos vão ficar definidos e cinco em cada dez empresas vão ser destronadas, devido à sua falta de capacidade de adaptação.

O que é esta união de esforços?

Três mil milhões cidadãos do mundo estão ligados a uma rede super rápida e em tempo real: a Internet. Mas podemos dizer que estamos mais que ligados. Vivemos nela. Se desligarmos a Internet dá-se um caos global: os terminais de multibanco deixam de funcionar, os cidadãos não podem descontar os cheques e os comboios deixam de andar. A vida moderna acaba.

A mobilidade é omnipresente e a experiência é tão ou melhor do que estar ligado. Existem mais de 7,5 mil milhões de ligações mobile, no mundo inteiro.  

Não existem barreiras à entrada de novas ideias, com exceção da ideia em si. O hardware pode ser alugado mas em breve será livre. A pilha de software é livre. O desenvolvimento de novos produtos e serviços, desde a ideia, passando pelo produto, até à distribuição global, nunca foi tão rápido, fácil ou tão barato.

O local de trabalho mudou. Ao longo dos próximos anos, os Millennials irão ser cerca de 50% da força de trabalho. Os Millennials não seguem os modelos sociais tradicionais. Eles esperam por produtos e serviços altamente personalizados, esperam tudo de forma imediata e são omnichannel. Aprenderam a trabalhar em computadores com uma perna às costas. Querem o agora e vão diretamente ao fornecedor ou à empresa que o possa fazer de imediato.

As mentalidades mudaram. O capital massivo está a ir ao encontro de empresas que não geram lucro. Na teoria, é claro, corra atrás do crescimento, tenha uma forte base de assinantes e não se preocupe com os lucros. O lucro não é a prioridade dos disruptores. Para os restantes, é uma mina de ouro.

Os modelos de negócio estão a mudar: desde os produtos aos serviços, desde as transações únicas até aos fees de subscrição, passando pelas entregas on-premises ou na cloud. É correto dizer que entrámos na Economia da Subscrição.

Podemos aprender bastante com as empresas que estão a crescer enquanto Líderes Digitais, mas o grande diferenciador e que destaco, é o hyperscale. Consegue imaginar como é ter mil milões de subscritores? A Google, Facebook, Netflix, Apple, Alibaba, Tencent, Uber e Airbnb têm, e o que todas elas têm em comum é a capacidade de crescer de forma rápida e eficiente.

A digitalização muda tudo. Muda a forma de pensarmos, com quem concorremos, como inovamos, como experimentamos, a própria jornada do cliente, a nossa cadeia de fornecedores, o local de trabalho, o nosso ritmo e nossa cadência.

(*) Presidente e CEO da OpenText

 

 

 

 

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