Por Fernando Amaral (*)

Há quem defenda que utilizamos uns escassos dez por cento da capacidade real do nosso cérebro, mas também quem, com a mesma veemência, assegure que se trata de um mito. Que, na verdade, o utilizamos na sua plena capacidade. De um lado e do outro desta barricada há cientistas e, cada um de nós tem, com toda a certeza, a sua convicção. Uma discussão subjetiva e infindável.

Mas, porquê iniciar o artigo com este tema? Para introduzir um outro, semelhante, mas que tem a vantagem de ser muito menos fragmentador de opiniões: a subutilização de softwares.

É frequente, aquando da aquisição de um simples Office ou de um software integrado de gestão empresarial, o cliente valorizar todo o rendilhado de funcionalidades, mas, na sua utilização quotidiana, explorar uma ínfima parte do seu potencial.

É aquilo que, no Sendys, estamos apostados em combater. Como? Com formações frequentes, destinadas a clientes que vêm reciclar conhecimentos de como tirar o máximo partido do software em proveito do seu negócio. Uma utilização adequada das ferramentas electrónicas de gestão proporciona ao negócio maior rentabilidade, com processos mais fluidos, informação clara e rigorosa, integração entre diferentes áreas, eficácia e eficiência e, a prazo, tomadas de decisão esclarecidas e certeiras. E, todos sabemos o potencial custo de uma decisão tomada com informação errada ou, simplesmente, imprecisa.

Há algumas (e muito simples) questões que habitualmente colocamos e que ajudam a fazer um ponto de situação imediato: conhece todas as potencialidades do software de gestão da sua empresa?; responde às suas necessidades?; todos os processos do negócio estão espelhados no software?; acha que suprime as necessidades face ao crescimento da empresa?; permite-lhe ombrear com os principais players no seu mercado? Muitas outras poderíamos colocar, mas, por ora, é o bastante.

Bem sabemos que a voracidade do dia-a-dia empresarial cada vez deixa menos tempo para reflexões. Por isso, em nossa opinião, as software houses devem ser, acima de tudo, parceiros dos clientes, apostados em potenciar os seus negócios. E isso faz-se a diversos níveis. Desde logo, que o ERP responda (antes de tempo até!) às necessidades das empresas e seja escalável e evolutivo. Depois, que os utilizadores tenham formação para retirarem o máximo partido das diversas funcionalidades do software. Só assim as organizações vão valorizar o seu fornecedor (leia-se, parceiro) e retirar a maior rentabilidade do investimento.

Estas ações de formação não podem ser apenas episodicamente ministradas em momentos mais densos, como novas implementações ou reengenharia de processos. Têm de ser continuadas e acompanhar o crescimento da organização, bem como a manutenção evolutiva das soluções instaladas. A evolução contínua, com atualizações e melhorias constantes, novos recursos e ferramentas, obrigam a que qualquer empresa, independentemente da sua dimensão, exija do seu fornecedor de tecnologias da informação acompanhamento de formação constante.

Poderemos divergir na convicção de que utilizamos dez ou cem por cento da capacidade cerebral, mas, numa coisa estaremos com certeza de acordo: temos de fruir em pleno dos cem por cento da capacidade do ERP que temos nas nossas empresas. E isso, só se consegue com formação contínua.

(*) Chairman e CEO do Sendys Group

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