Obrigado, Steve Jobs!
Por Francisco Jaime Quesado (*)

Morreu Steve Jobs. O homem para quem a morte era a maior invenção da vida e que acabou por ser vencido por ela deixa-nos num tempo de grande crise e incerteza. Quando tudo parecia sem sentido, Steve Jobs conseguia mostrar que há sempre um caminho possível para a frente. Todo o seu percurso na Apple, a marca da maçã, toda a cadeia de valor do projecto i - ipod, iphone, ipad - é a melhor demonstração de que só com uma visão de futuro se conseguem respostas para o presente. Steve Jobs era um homem da sociedade aberta de Karl Popper onde a contribuição individual de cada um deve ser a base de uma integração colectiva justa e solidária.

Steve Jobs foi um homem da Inovação. Segundo as suas sábias palavras, precisamos de novas ideias, de novas soluções, de projectar na sociedade o exercício da responsabilidade individual de forma aberta e participada. Steve Jobs era um homem onde a vontade de fazer coisas novas e diferentes corria à velocidade do som. Steve Jobs soube melhor do que ninguém interpretar o sentido do tempo e a importância de se ser diferente num mundo onde tudo é cada vez mais igual. Para Steve Jobs a vida só tinha sentido se vivida com um sentimento de pertença diferente. A inteligência colectiva que Steve Jobs tanto defendia era um encontro entre todos os que sabem que sem inovação e criatividade o tempo pára e o mundo fica sem soluções.

Steve Jobs foi um homem do Conhecimento. Na Sociedade do Conhecimento sobrevive quem consegue ter escala e participar, com valor, nas grandes Redes de Decisão. Num mundo em mudança , as Empresas, as Universidades, os Centros de Competência Políticos têm que protagonizar uma lógica de "cooperação positiva em competição" para evitar o desaparecimento. Por isso, importa potenciar e verdadeiramente reforçar uma "capacidade de cooperação" positiva, com dimensão estratégica capaz de se consolidar a médio prazo. Foi essa mensagem de Confiança que Steve Jobs também quis deixar. E com isso quis deixar o seu contributo para um mundo melhor e com mais interesse.

Steve Jobs foi sobretudo um grande empreendedor! Acreditava na força dos projectos, na capacidade de construir novos contextos, novas perspectivas. Steve Jobs lutou nos último anos pela vida e esse exercício de resistência foi um acto de grande convicção individual. Steve Jobs apelava à partilha de conhecimento, à dinamização de redes colaborativas, ao desenho de estruturas para o futuro. Steve Jobs foi muito um Einstein do futuro, mas foi também muito um Leonardo da Vinci da nova geração. Era um génio que gostava de ser igual aos outros homens. Um homem diferente na igualdade que a diferença também produz. Obrigado, Steve Jobs!

(*) Especialista em Estratégia, Inovação e Competitividade

Nota da Redação: Steve Jobs morreu ontem, 5 de Outubro. O carismático líder da Apple lutava, desde 2003, contra um cancro no pâncreas, doença que o levou a abandonar, em agosto, a presidência executiva da empresa que fundou em 1976 e ajudou a transformar numa das mais valiosas do mundo.

Veja as notícias publicadas no TeK sobre o gestor que deixou vários marcos inovadores no mundo da informática, da música e do cinema.

A equipa do TeK associa-se a esta homenagem de Francisco Jaime Quesado.

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