Por Jorge Silva (*)

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Soluções de escritório de vanguarda, um ambiente de trabalho sem papel e uma gestão inteligente dos dados eram anteriormente um luxo apenas acessível às grandes empresas. Mas, a revolução nas tecnologias de informação e comunicação (TIC) criou oportunidades sem precedentes para empresas de todas as dimensões.

Um estudo da consultora Coleman Parkes Research revela que 88% das pequenas e médias empresas (PME) líderes na Europa reconhecem que a digitalização e a libertação dos dados dos documentos físicos permitiriam melhorar o processo de tomada de decisões empresariais e ajudaria a fazer um melhor planeamento do futuro.

No entanto, ainda há muito a explorar em termos do potencial das novas tecnologias, uma vez que a grande maioria das pequenas empresas se debate para passar da partilha de informações em papel para uma eficiente gestão eletrónica de dados. A aceleração da adoção das TIC entre as PME é fundamental não apenas para o seu próprio crescimento económico como também para benefício da competitividade e crescimento na Europa.

A recuperação económica na Europa baseia-se fortemente na saúde das mais de 20 milhões de PME que representam 99% de todas as empresas e que são a chave para o crescimento, inovação, criação de emprego e integração social . Com mais mudanças impulsionadas pela tecnologia é fundamental que as PME europeias permaneçam ágeis e preparadas para abraçar novas oportunidades de negócio.

Neelie Kroes, Comissário da União Europeia para a Agenda Digital sublinhou expressamente que a “transformação digital” é fundamental para o futuro económico da Europa. E, o Plano de Ação Empreendedorismo 2020 da Comissão Europeia foi ainda mais longe ao afirmar que o crescimento das PME é duas a três vezes mais rápido quando adotam as TIC.

Embora o percurso até à total digitalização das empresas Europeias seja ainda longo, as PME têm aderido com celeridade às mais recentes inovações de forma a conseguirem uma melhor otimização dos processos e um melhor posicionamento num mercado tão competitivo. Em algumas áreas da transformação digital, as PME europeias lideram a corrida: 64% destas esperam digitalizar os documentos físicos restantes nos próximos três anos, comparativamente com menos de metade (46%) nas grandes empresas

Os líderes empresariais das PME estão cada vez mais conscientes dos complexos desafios da gestão de dados. Questões como a incapacidade de aceder a documentos a partir de dispositivos móveis, funções de pesquisa inadequadas, registos em papel caóticos e silos de informação fragmentada podem dificultar a partilha de informações e impedir os colaboradores de obter os conhecimentos de que necessitam para que as suas empresas possam evoluir. Processos ineficientes podem levar a uma perda de clientes e, em última instância, a perda de receitas. De acordo com o estudo, 70% das PME afirmaram que, com a digitalização de documentos históricos, poderiam poupar entre 5 a 20% do seu volume anual de negócios.

Mas, para que possam usufruir do verdadeiro potencial da tecnologia disponível as empresas têm de adotar um programa que lhes permita abandonar as formas tradicionais de trabalhar que já não se enquadram na infraestrutura da empresa e nas novas tecnologias. Além do mais, quando todas as plataformas, ferramentas e sistemas estão totalmente integrados os líderes empresariais tem mais possibilidades de otimizar os seus processos internos e garantir que as suas tecnologias e as pessoas que as utilizam têm o apoio necessário. Isto permite assegurar que estão preparados para aproveitar os benefícios das mudanças impulsionadas pela tecnologia, que têm uma força de trabalho capacitada e que conseguem alcançar sucesso no contexto empresarial europeu em permanente mudança.

(*) Diretor de Marketing da Ricoh Portugal

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