Portugueses esqueçam a crise! O novo iPhone 5 chegou!
Francisco Jerónimo (*)

Chega hoje a Portugal o novo iPhone 5, a mais recente versão do smartphone da Apple. Apesar de não se esperarem filas de milhares de pessoas à porta das lojas, as perspectivas para a dimensão do mercado português são interessantes. A IDC estima que a Apple venda, no quarto trimestre deste ano, cerca de 60 mil unidades, o que corresponde a um crescimento de 18% face ao período homólogo.

Este volume representará 13% das vendas nacionais de smartphones estimadas para Portugal no trimestre e permitirá ao sistema operativo, o iOS, conquistar a segunda posição no segmento dos smartphones. Em primeiro lugar continua o sistema operativo Android, actualmente com mais de 70% das vendas totais de smartphones.

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A nível mundial a receptividade está a ser bastante superior. No primeiro fim de semana de vendas a Apple atingiu um volume histórico de 5 milhões de unidades, mais do dobro das vendas do iPhone 4S no mesmo período. Em Portugal, o volume de iPhones estimado é baixo comparativamente à estimativa de 1,6 milhões de unidades, no quarto trimestre, para o maior mercado Europeu da Apple, o Reino Unido. Contudo face à dimensão do mercado português, o facto de conquistar 13% das vendas de smartphones é um facto notório.

Apesar da diminuição da procura e da situação económica do país, o bom trabalho que a Apple tem estado a fazer em Portugal junto dos operadores tem mostrado resultados evidentes com o crescimento das vendas do fabricante no segmento alto do mercado.

Isto é particularmente importante se tomarmos em conta que o iPhone não é um produto subsidiado em Portugal, ao contrário do que acontece, por exemplo no Reino Unido, onde o iPhone 5 32GB pode ser adquirido na Vodafone (a título de exemplo) a partir de €112 (£89) num plano de 24 meses ou €300 (£239) num plano de 12 meses. A Vodafone Portugal venderá a mesma versão do telefone a €790.

A forte receptividade do novo iPhone 5 está essencialmente ligada a dois factores: a maior dimensão do ecrã e o acesso ao 4G. Os consumidores têm vindo a preferir ecrãs maiores, uma vez que a utilização da internet é encarada como essencial. O sucesso dos produtos da Samsung, em particular o Galaxy S III e o Galaxy Note, tem sido exemplos claros dessa preferência.

A Apple tinha obrigatoriamente que acompanhar a tendência com vista a não perder os actuais utilizadores de versões anteriores com os seus contratos a terminar. O 4G é também um factor importante, dado que a maioria dos países estão a lançar as suas redes de quarta geração e a concorrência está a lançar já os telefones com o suporte 4G.

(*) Research Manager European Mobile Devices da IDC

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