Actuando na área da optimização de processos de desenvolvimento de software, a Psiengine tem vindo a consolidar o seu negócio e desde 2009 que regista receitas em redor de um milhão de euros.

O objectivo este ano é chegar aos 1,5 milhões de euros e crescer também a outros níveis, nomeadamente em contexto de internacionalização de serviços, continuando a contrariar a tendência negativa que tem afectado grande parte das empresas portuguesas, garante Artur Carvalho, partner da Psiengine.

TeK: O negócio em 2010 correu dentro do previsto? Que balanço fazem?


Autur Carvalho:
A Psiengine, neste cenário de crise económico-financeira, tem contrariado a tendência negativa que tem afectado as empresas portuguesas. Até ao momento, não temos, felizmente, sentido directamente a crise na organização. Temos projectos e decorrer e outros tantos em carteira que não nos dão grande tempo para pensar na palavra crise. Podemos referir, inclusivamente, que temos vindo a crescer e a prova disso é o aumento dos projectos a desenvolver junto dos actuais clientes, como em novos mercados, e a decorrente necessidade de recrutar novos colaboradores.


É estratégia da empresa consolidar os resultados crescentes, não sendo a massificação de projectos, de forma alguma, um manifesto da Psiengine. É nossa intenção crescer e, dessa forma, novos projectos fazem parte da nossa estratégia de expansão, mas atendendo a que neste mercado a replicação de projectos sem colocar em causa os compromissos de qualidade, só pretendemos crescer até onde as métricas o demonstrarem possível.


Factualmente, podemos claramente afirmar que a Psiengine cresceu e isso comprova-se no aumento do volume de negócios. Em 2009 era de quase um milhão de euros e em 2010 foi de 1,2 milhões de euros, tendo como objectivo para 2011 chegar aos 1,5 milhões.

TeK: Que tipo de expectativas de investimento têm para 2011? A esta altura, que diferenças se podem apontar face ao ano passado?

[caption]Artur Carvalho[/caption]
Artur Carvalho:
Ciente de que a tendência revela que existirá uma contenção de custos por parte das empresas, a perspectiva para 2011 não deve ser uma perspectiva excessivamente fantasista, mas temos de confiar no nosso esforço e potencial e continuar a fazer acontecer.


Sendo certo que não será por regra um ano de grandes investimentos no sector, continuaremos a acreditar na optimização da infra-estrutura implantada e na sua adequação aos recursos e ao negócio como verdadeira oportunidade. Contribuir para a melhoria da eficácia dos sistemas de informação e a necessária redução dos custos operativos é uma proposta de valor de sobrelevada importância.


Os objectivos de negócio são, acima de tudo, manter a postura de prestar serviços de excelência, manifestando-o na obtenção de resultados a diversos níveis: Manutenção de um portfólio de clientes satisfeitos, continuando a agregar valor à relação mantida; aquisição de novos clientes em diversas áreas e mercados; afirmação do Brand dentro do ecossistema das empresas de referência no sector e por fim, a consolidação da internacionalização.


Estamos conscientes que apesar de estarmos perante um cenário em que a Economia mundial ainda está muito vulnerável, não deixamos de contrariar tendências com esforço e audácia.

Desta forma pretendemos crescer no ano de 2011 a vários níveis. Podemos apontar a preparação do contexto de internacionalização de serviços; a produção de aplicações costumizadas acessíveis via Web como SaaS e ainda a produção de software à escala global.

TeK: A ter que mencionar pontos negativos e pontos positivos para os últimos dois anos, o que destacaria?

Artur Carvalho:
Em termos de pontos negativos poderemos apontar a conjuntura de instabilidade e pessimismo, que tem levado muitas empresas a adiar investimentos, muitos projectos que nunca mais serão realizados, outros cujo delay os tornou extemporâneos e outros que avançarão porque são cruciais e onde a pressão aumentará grandemente.


Em termos positivos, poderemos apontar uma preocupação pelo rigor na entrega de projectos, os próprios clientes estão mais informados sobre as suas necessidades e sobre as resoluções para os mesmos. Este é o posicionamento das soluções da Psiengine, por isso acreditamos que estamos no caminho certo. Destacamos ainda a mobilidade das soluções e a adopção de novas plataformas que potenciam novas experiencias de aceder à informação como forma de agilizar o mercado desafiando os players.

TeK: Durante este tempo, mudaram alguma coisa na estratégia de aproximação/contacto com os vossos clientes?

Autur Carvalho:
Um dos elementos que caracterizam a cultura Psiengine é a constituição de parcerias na relação com os seus clientes, o que é, sem dúvida, um diferenciador que tem feito a diferença no que toca a Customer Relashionship Management.


Mais do que uma relação fornecedor cliente, pretendemos ser o parceiro tecnológico, que intervém a nível da total responsabilidade de projecto, como de consultor ou simplesmente advisor. A relação de confiança no compromisso e na capacidade técnica têm sido o factor decisivo da manutenção destas parcerias.


Ao nível dos potenciais clientes e do mercado em geral, tem sido preconizada uma estratégia de comunicação dentro dos limites da nossa capacidade de investimento, promovendo a informação institucional, a actividade desenvolvida e alguns projectos de maior visibilidade.

TeK: Que soluções tecnológicas estão actualmente as empresas a privilegiar e porquê? Que benefícios retiram destas soluções?

Autur Carvalho:
Neste capítulo poderemos apontar tendências, que vão desde optarem por soluções para áreas transversais testadas e verticalizadas para garantir a respectiva adequação; deparamo-nos ainda com empresas que utilizam os seus sistemas de informação como factor competitivo e diferenciador face à concorrência e por isso adoptam sistemas desenvolvidos à medida para os potenciar.


De notar que seja qual for o posicionamento, o certo é que se promove cada vez mais a necessidade de aceder à informação de forma móvel (em tablets ou Smartphones) intuitiva (plataformas simplificadas não pecando pelo excesso de informação, permitindo uma leitura apriorística facilitada, mas que permita ser complementada facilmente), preferencialmente sem desgastar os recursos humanos e materiais (green).

TeK: É uma tendência de investimento para manter ou pode-se dizer que é "sazonal", devido ao momento económico menos favorável?

Autur Carvalho:
Não nos parece que vá haver um retrocesso a este nível, são características que se tornaram hábitos…

TeK: Continua a ser difícil angariar clientes entre as empresas de menor dimensão? Qual o rácio grandes empresas/PME no vosso negócio?

Autur Carvalho:
No portfólio de clientes fazem parte grandes multinacionais como PMEs, sendo certo que estaremos aptos a satisfazer as necessidades de montar toda uma plataforma para uma seguradora como a desenvolver um portal para clientes de uma PME. Sendo que por uma questão de competitividade e atendendo know how dos recursos que detemos, estamos mais vocacionados para aplicações core, mais complexas, é esse o elemento que nos tem feito empreender projectos que nos distinguem, quer com clientes finais, quer com outras empresas supostamente concorrentes.


Respondendo em concreto à sua pergunta, acreditamos que os próximos meses vão ser decisivos, pois as PMEs terão de conseguir ultrapassar algumas questões estruturais de forma célere, atendendo a que detêm, por regra, um suporte menor. Porém, temos projectos no universo das PMEs que acreditamos na sua concretização num futuro breve.

TeK: Que importância assumem as parcerias que estabelecem com as software houses? Como avaliam essas parcerias?

Autur Carvalho:
Parte do activo de uma empresa são os parceiros de negócio que, em conjunto, permitirão enriquecer a oferta nos projectos em que se envolvam, para que esta constitua efectivamente um valor acrescido para o cliente, e dessa forma sejam potenciadores de negócio.


As parcerias estratégicas constituirão, simultaneamente, um desafio e uma oportunidade para as empresas de Sistemas de Informação.


Assim, a nossa visão das parcerias, independentemente do brand ter maior ou menor notoriedade, tem a importância de conseguir em conjunto mais do que a soma das valências de ambas as organizações, disponibilizando realmente soluções com valor acrescentado aos clientes.

TeK: Num negócio como o vosso, a dada altura a expansão internacional surge como uma hipótese apelativa. Têm alguma estratégia já definida? O que está pensado nesse sentido?

Autur Carvalho:
A Psiengine já se encontra a trabalhar no mercado espanhol através da actividade regular em clientes e encontra-se em análise a abertura de um escritório nesse país. Estão ainda previstos neste percurso, outros destinos como a América do Sul, nomeadamente Colômbia e também os PALOP.

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