Chama-se HTC Sensation XL e é a grande aposta do portefólio da fabricante taiwanesa em matéria de smartphones criados para cumprir todas as exigências dos utilizadores em matéria de conteúdos multimédia. E, tanto quanto pudemos avaliar, cumpre os seus objetivos.

Para isso vem apetrechado com características que fazem jus ao nome, na medida em que estamos perante um equipamento onde quase tudo é em grande. Ressalva feita, por exemplo, à espessura, que não vai além dos 9,9 milímetros, como convém.

Ainda assim, trata-se de um telefone grande, caso pense transportá-lo, por exemplo, num bolso. Recorde-se que estamos perante um equipamento com um ecrã de 4,7 polegadas e, portanto, um dos maiores atualmente num mercado feito de referências como o iPhone (3,5 polegadas) ou o Galaxy S II (4,3 polegadas).

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Grandes são também as promessas ao nível do desempenho em matéria de som, com a HTC a colocar particular enfase na parceria levada a cabo com a marca Beats By Dr Dre, que levou não só à integração de um sistema otimizado para o modelo, mas também à sua comercialização em conjunto com uns auriculares que prometem ajudar a tirar maior partido das potencialidades.

Há duas edições diferentes do telefone, uma com uns impressionantes auscultadores de generosas dimensões e outra, acompanhada de uns mais discretos, ainda assim bastante confortáveis e que desempenharam a sua função na perfeição.

A acompanhar as pretensões a rádio e leitor de MP3 portátil vem uma aplicação dedicada, a fazer lembrar o iTunes da Apple, que permite a criação de listas de reprodução e o acesso aos temas da biblioteca pessoal do utilizador ou de servidores de ficheiros multimédia.

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Também ao vídeo é dedicada uma aplicação que já conhecíamos de outros modelos, o Watch, mas que aqui beneficia do desempenho de um processador de 1,5 GHz conforto proporcionado pela luminosidade e dimensões do ecrã.

Para além do tamanho, o visor impressiona pela vivacidade das cores e resposta ao toque, duas características que ajudam a tirar partido e tornar ainda mais prazerosa a experiência de utilização do HTC Sense, o interface personalizado de que a marca dota os seus dispositivos Android.

Neste caso, a versão do sistema operativo da Google incluída é a 2.3.5, ou Gingerbread, que embora não seja a mais recente (4.0 ou Ice Cream Sandwich) se apresenta como suficientemente madura. O destaque vai, porém, neste campo para o trabalho feito pela HTC, uma das marcas que mais manipula a seu gosto o interface dos smartphones Android que produz.

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Os sete ecrãs principais podem ser personalizados pelo utilizador com ícones para aplicações ou widgets, sendo o telefone fornecido com uma configuração que inclui um ecrã central com espaço para um widget dedicado às condições meteorológicas e algumas apps.

Por baixo dos ícones fica uma barra em semicírculo que indica em qual dos sete ecrãs principais nos encontramos e oferece ligação para o menu com todas as aplicações, para a dedicada a fazer chamadas e para uma área de personalização. Se fizer zoom com dois dedos sobre o ecrã (pinch to zoom), é-lhe ainda apresentada uma imagem das sete janelas em dimensões reduzidas, permitindo trocar entre elas.

Puxando a habitual barra de notificações do Android, no topo do ecrã temos, para além dos habituais avisos, acesso a um histórico das últimas aplicações usadas e a um menu de "definições rápidas", para ativar as ligações de dados ou Wi-Fi, por exemplo, e ficar a saber qual o espaço ocupado na memória do telefone.

Neste terminal, mesmo os quatro botões para voltar ao ecrã inicial, ativar menus e opções, retroceder ou iniciar uma pesquisa, muitas vezes com teclas palpáveis, são aqui substituídos por zonas sensíveis ao toque já fora do ecrã mas que não passam de desenhos na sua moldura. Teclas físicas só fora do ecrã (uma para o volume e outra para ligar e desligar o smartphone).

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Outra das imagens de marca do interface da HTC é o anel que aparece quando o telefone se encontra bloqueado. Ainda que, numa primeira abordagem, este possa parecer pouco intuitivo, a verdade é que se torna bastante prático.

Para desbloquear o telefone deve deslizar-se o anel para cima (ou para o lado), mas a principal vantagem reside nos casos em que se tenha, por exemplo, uma mensagem ou chamada não atendida, bastando arrastar o ícone referente à dita para dentro do anel, o que desencadeia sem mais a execução dessa funcionalidade. Sobre o anel encontra-se também uma espécie de barra com ligação para quatro das aplicações geralmente mais usadas, que também podem ser arrastadas para dentro do anel para desbloquear o equipamento iniciando a aplicação em causa.

Particularmente interessantes são mais duas aplicações próprias da marca, uma destinada a tomar notas, em texto ou voz, apropriadamente designada Notas, e o Reader, para leitura de ebooks. Esta última oferece uma experiência de utilização agradável, sendo notório o cuidado em detalhes como a forma como são folheadas as páginas - mesmo tendo em conta as limitações de um smartphone, que não pode competir com um leitor dedicado. Ainda assim, é possível recorrer a marcadores de páginas, adaptar o tamanho de letras às necessidades do utilizador e partilhar a leitura nas redes sociais, por emails ou acrescentá-la às Notas.

O interface compreende ainda o acesso ao HTC Hub, uma ferramenta reservada a clientes da fabricante que permite descarregar para o telefone a novas aplicações e widgets da marca, aceder remotamente ao telefone e partilhar coisas com outros utilizadores.

Também personalizado é o interface da câmara, que traz, por exemplo, um menu para acrescentar efeitos às fotografias enquanto estas são captadas. O que mais impressiona será porém a resolução de 8 megapixéis e lente grande angular (28 mm) com abertura F2.2 e duplo flash LED. O dispositivo permite também gravar vídeos HD (720p) e conta ainda com uma segunda câmara, frontal, de 1.3 megapixéis.

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Uma experiência de utilização regular do smartphone, onde este acumulou diariamente as funções leitor de música, telefone (para chamadas e enviar mensagens), câmara fotográfica, dispositivo para navegar na Internet e consola de jogos, revelou um equipamento confortável e fiável, mesmo ao nível da bateria - que poderia ter-se revelado um ponto fraco num dispositivo com um ecrã destas dimensões. Claro que tudo depende de quão intensivo seja o uso dado ao telefone, mas um carregamento de dois em dois dias revelou-se suficiente na maioria das vezes. Nas contas da HTC a autonomia em redes GSM é suficiente para até 710 minutos (cerca de 14 horas) em conversação e até 360 horas em inatividade.

Com um peso a rondar os 160 gramas, e disponível apenas em branco, o HTC Sensation XL é comercializado em Portugal, livre de operador, a preços que oscilam entre os 515 euros, na Pixmania, e os 680 euros, na Fnac.

Nota da Redação: Foi corrigida a referência ao tamanho do ecrã do iPhone.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes

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