Nas últimas semanas o TeK teve oportunidade de experimentar o Samsung Wave, apresentado pela fabricante sul coreana no Mobile World Congress em Fevereiro e chegado a Portugal em Maio. Recolhemos algumas impressões a propósito do primeiro equipamento da fabricante com sistema operativo próprio, o bada, que agora partilhamos.



O equipamento foi também o primeiro apresentado pela Samsung com ecrã super AMOLED - actualmente a empresa já distribui a tecnologia por mais modelos - e de facto essa é mesmo a característica que mais salta à vista de quem liga o telefone pela primeira vez. A qualidade da imagem impressiona, num equilíbrio entre cor e brilho, pouco habitual.



A generalidade das operações realiza-se a partir do ecrã de toque do dispositivo, mas em torno deste também há botões de comando. Do lado direito o botão que activa e bloqueia a iluminação e o funcionamento do ecrã e mais a baixo a tecla acesso rápido à câmara. Na parte frontal mais três botões. Um central, que encaminha o utilizar para a zona onde estão arrumadas as principais aplicações e funcionalidades disponíveis (Menu) e as tradicionais teclas de enviar e terminar, à direita e esquerda do menu. Do lado esquerdo existe apenas o botão para o controlo de volume.



Voltando para dentro do ecrã principal de 3,3 polegadas, com uma resolução WVGA de 800x480 e 16 milhões de cores, a organização da informação disponibilizada pelo novo bada e trazida ao utilizador com a ajuda da versão 3.0 do interface TouchWiz é personalizável. Cada um escolhe, entre um conjunto de widgets disponíveis, o que mais lhe interessa para estar à mão.

[caption]Wave com bada[/caption]

As combinações escolhidas arrumam-se num ecrã inicial, que na verdade são vários, alinhados lado a lado e pelos quais o utilizador pode deslizar com os dedos. Acesso à pesquisa, email e mapas do Google; horas, data e nome da cidade; lista de amigos mais contactados; resumo de informação da conta de email do Yahoo; calendário e acesso directo à loja de aplicações da Samsung. Foi com estas seis vistas que definimos os nossos ecrãs iniciais no telefone. Sempre que se navega entre eles mudam as aplicações configuradas pelo utilizador, mas permanecem três opções: teclado contactos e mensagens, que ocupam uma faixa em baixo.



No canto superior esquerdo do equipamento há um botão (widget) que faz aparecer e desaparecer uma barra com as aplicações que podem personalizar o telefone quando arrastadas para o centro do ecrã.



Entrando no Menu, quem utiliza o novo Wave percebe que há uma oferta interessante de funcionalidades já carregadas no telefone que, como dissemos, também pode ser alimentado pela loja de aplicações da Samsung.



A propósito, interessa aliás referir que a mecânica de acesso à loja é bastante mais simples que a usada por outras plataformas - como a App Store da Apple, por exemplo. O acesso a conteúdos gratuitos está dispensado de qualquer processo de registo ou log in. O utilizador só tem de escolher a aplicação e descarregá-la.



Entre as opções já instaladas no telefone, há ligações directas para o Facebook, o Twitter, o YouTube ou o serviço de navegação, assegurado pela Route 66. A configuração de contas de email e sincronização para o smartphone é fácil de fazer, assim como a gestão de outras contas em serviços online. Essa tarefa é facilitada na área Contas, onde podem configurar-se os diversos acessos móveis feitos a partir do telemóvel. Outra tarefa facilitada é o acesso às redes e serviços sociais com o SocialHub, que agrega numa mesma vista mensagens SMS, do Facebook ou do serviço de correio. No que se refere às funcionalidades disponíveis na zona de Menu falta ainda destacar o Palringo, que serve para armazenar todos os serviços e informação de contacto através de um único log in.

[caption]Wave com bada[/caption]

Quem faz experiências entre as diversas aplicações disponíveis percebe que o equipamento dá uma resposta bastante satisfatória na transição entre menus e na gestão de diversas tarefas, algo que também encontra justificação no processador de 1GHz.



A câmara de 5 megapixéis, com flash LED e auto-focus, bem como o vídeo de alta definição (1280 x 720 a 30fps), com possibilidade de edição e suporte a MPEG4, H.263, H264, WMV, DivX e XviD também deixam uma impressão positiva.

[caption]Wave com bada[/caption]

Recolhidas as imagens, num ou noutro, pode entreter-se a criar um filme no leitor multimédia. Escolhem-se as peças, junta-se uma música, seleccionam-se imagens de transição e está pronto o filme. Não é uma novidade exclusiva da Samsung, mas é sempre uma forma divertida de passar alguns minutos à espera do comboio e a aplicação responde bem e é fácil de usar.



A simplicidade dos menus, quer na imagem visual das principais funcionalidades, em forma de botões animados com logos ou imagens do serviço correspondente, quer pela forma como a Samsung arruma as diferentes opções associadas a cada funcionalidade activa (em regra com um botão central na parte de baixo do ecrã) fazem do Wave um telefone bastante intuitivo.



As opções disponíveis são fáceis de encontrar e para quem não tem muita experiência com lojas de aplicações assegura uma oferta simpática de funcionalidades já carregadas no equipamento. Já na situação inversa, para quem é fã da personalização via loja de aplicações, a oferta é bem menor que a disponibilizada pela Apple ou pelo Android.



Falta dizer que o Wave dispõe de acelerómetro, sensor de proximidade e sensor geomagnético, conectividade 3G e WiFi, cada vez mais relevante para assegurar uma ligação à Internet à margem dos custos de tráfego da rede móvel.



O Samsung Wave está disponível a partir de 344,90 euros em operador. Vodafone e Optimus asseguram actualmente os preços mais baixos do equipamento no mercado, também à venda na TMN por 354,90 euros. O Wave está ainda disponível no retalho, livre de operador.



Nota de redacção: A informação foi actualizada com o preço do equipamento.

Cristina A. Ferreira

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