A Apple é criticada num relatório elaborado por um grupo de 36 organizações ambientais chinesas por não fiscalizar suficientemente as práticas ambientais e de segurança das fabricantes de componentes que contrata no país, colocando os funcionários dessas empresas em risco.

Ao que indica a imprensa internacional, as organizações criticam o facto de a Apple não lhes ter fornecido informações sobre os supostos problemas de saúde que afectaram alguns dos funcionários da Lianjian Technology, pelo contacto com um agente químico durante o processo de produção dos componentes dos seus dispositivos.

O incidente terá atingido 49 funcionários em 2009, que alegaram terem contraído doenças que os deixaram debilitados. Além disso, os operários queixam-se de que a empresa gerida por Steve Jobs não respondeu às suas solicitações.

"Descobrimos que a Apple não está a honrar o seu compromisso de garantir a segurança no trabalho e a responsabilidade ambiental na sua cadeia de distribuição e em dignificar e respeitar os trabalhadores", referiu à agência Reuters um responsável do Institute of Public & Environmental Affairs.

Para os ambientalistas chineses, a gigante da maçã “está apenas preocupada com o preço e a qualidade dos produtos e não com as questões ambientais e de responsabilidade social".

Reagindo ao relatório, a Apple nega a acusação, afirmando que tem um regime severo de auditoria e que todos os os fornecedores que produzem os seus dispositivos são fiscalizados e investigados regularmente.

O documento também cita empresas como a Vodafone, a HP, a Alcatel-Lucent, Toshiba e a Samsung, mas como exemplos positivos, já que deram resposta aos pedidos de informação feitos pelo grupo de ambientalistas, tendo inclusive ajustado práticas problemáticas antes identificadas.

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