Já começou a primeira fase de candidaturas para o programa InCubed+ (Investing in Industrial Innovation), destinado a apoiar o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores e comercialmente viáveis, que recorram a satélites de Observação da Terra.

Através deste concurso, a indústria portuguesa pode começar a obter o retorno dos 4 milhões de euros subscritos por Portugal no programa Incubed da Agência Espacial Europeia (ESA), apresentando propostas para aplicações e/ou serviços relacionados com a região Atlântica, refere a Portugal Space numa nota enviada à imprensa.

As ideias devem prever a promoção das capacidades espaciais em Portugal, contribuindo para a criação da constelação de pequenos satélites prevista na Estratégia Nacional Portugal Espaço 2030, acrescenta-se.

“Portugal ambiciona ser um país proeminente no Atlântico com foco nas interações Espaço, Clima e Oceanos, e isso exige não só trabalhar para apoiar o desenvolvimento, pelo sector privado, de uma constelação de pequenos satélites de Observação da Terra, mas também de aplicações e serviços associados, que posteriormente garantam a sustentabilidade da constelação”, afirma Hugo André Costa, administrador da Agência Espacial Portuguesa, Portugal Space.

Esta primeira campanha do InCubed acontece como o contributo nacional no âmbito da iniciativa Blue Worlds da Agência Espacial Europeia, e visa o desenvolvimento de aplicações ou serviços relacionados com o Atlântico, em parceria com outros Estados-membro, capazes de alcançar uma posição sustentável no mercado sem outros financiamentos

Abertas até 10 de setembro de 2020, as candidaturas têm de ser feitas por entidades nacionais, podendo ser apresentadas individualmente ou em consórcio, nacional ou internacional. Neste último caso, o líder do consórcio terá que ser obrigatoriamente português.

Os produtos ou serviços propostos também têm obrigatoriamente de ser fabricados, ou no mínimo assemblados, em Portugal. A verba disponível não deve ultrapassar os €200 mil por projeto, em regime de cofinanciamento, de acordo com as regras do programa da Agência Espacial Europeia (ESA).

“As propostas que forem apresentadas devem prever e identificar obrigatoriamente que a maioria das atividades vai decorrer em Portugal, porque o principal objetivo desta iniciativa é desenvolver as capacidades da indústria nacional ligada ao Espaço”, refere Carolina Sá.

As propostas, que devem cumprir as diretrizes fornecidas pela Portugal Space disponíveis para consulta no site da ESA, podem enquadrar-se numa vasta gama de produtos ou serviços que vão desde a construção de satélites à criação de plataformas de dados, podendo destinar-se ao Espaço ou ao segmento terrestre. “Queremos que a indústria portuguesa nos apresente estudos de viabilidade end-to-end, que percorram toda a cadeia de valor, desde o upstream ao downstream”, especifica a responsável pelas Relações Industriais e Projetos de Observação da Terra da Agência Espacial Portuguesa

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