Num evento que quase se confunde com a palavra startup nada melhor do que tentar perceber quais os desafios que se colocam, atualmente, a quem quer lançar um projeto tecnológico inovador. Isso levou a que sob o “chapéu” Startup University, decorressem várias conversas com o objetivo de permitir a quem está a tentar encontrar investidores perceber como impressionar os detentores do capital.

9 secrets for startup sucess” foi o tema de um dessas conversas. David Skok, da Matrix Partners, apontou a importância de as novas empresas estarem focadas em dar resposta a uma necessidade específica existente no mercado, e não apenas em mostrarem que são muito inovadores, porque “há que pensar no retorno e em conseguir investimento, uma vez que o dinheiro é essencial para sobreviver”. Para o orador os empreendedores deverão ter em conta que “para ter sucesso uma startup deverá apresentar uma solução escalável, repetível e que dê lucro”.

Segundo David Skok é importante que haja um foco nas vendas e em tudo o que gira em torno das mesma, uma vez que é aqui que se gera o lucro, mas para isso deverá estar bem definido o mercado alvo, assim como ser transmitida a todos (investidores e clientes) uma mensagem clara que tenha por base os benefícios do negócio. “Deve haver um foco no ‘problema’ do cliente, na sua resolução, e não no quanto é inovadora a solução apresentada”, adiantou o responsável.

Na apresentação seguinte o foco foi o perfil dos empreendedores. Sob o mote “Initialising a new generation of founders, Alexis Ohanian e Garry Tan, sócios na Initialized Capital, explicaram que características procuram nos empreendedores que financiam.

Garry Tan refere importância de os empreendedores pedirem ajuda sempre que considerem ser necessário. Para o orador o coaching é essencial. “Se um atleta de alta competição tem um treinador para o ajudar a obter melhores resultados porque deverão os empreendedores ter vergonha de fazer o mesmo?”, perguntou.

Para Alexis Ohanian o recurso a alguém de fora quando há problemas é essencial porque “retira a carga emocional à questão”, o que é difícil quando se tenta encontrar uma resposta “em casa, com os sócios ou a família”. Para os dois oradores mais do que se centrarem no que correu mal deve haver um foco “na forma como os problemas foram resolvidos”.

Ainda sobre a temática dos desafios que se colocam a quem procura financiamento para arrancar com um novo negócio teve lugar a conferência “Sell your story: Pitching in 2018”. Os oradores Ross Mason (MuleSfot, Dig Ventures), Julie Devonshire (The Entrepreneurship Institute, Kings College London) e Bobby Healy (Car Trawler), abordaram as questões que se colocam a quem tem que fazer um pitch para apresentar a sua ideia e atrair, nesses poucos instantes, a atenção de quem pode investir e ajudar a passar do sonho a realidade.

Numa coisa todos estiveram de acordo: ter ao lado do orador algum elemento gráfico nem sempre é a melhor solução, porque pode distrair quem está a ouvir. Por isso, a existir tal adereço o mesmo deve ser simples e de preferência um esquema que possa clarificar algo muito técnico.

Para Ross Mason as apresentações deverão ser “articuladas e identificar claramente qual o caminho que se pretende seguir e o orador não se deve dispersar”.

Em conclusão os empreendedores que agora estão a tentar entrar no mercado deverão, mais do que nunca, ser focados no seu negócio e no caminho que querem para o mesmo, mas sem medo de pedir ajuda para levarem “o barco a bom porto”.

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