Conhecidos que estão alguns browsers alternativos para Windows e para Mac OS X, é a vez de ficar a saber quais os navegadores de Internet que existem disponíveis para aquela que é provavelmente a mais conhecida distribuição de Linux.

Das quatro opções apresentadas, todas são unidas por um fator em comum: o open source. Esta abertura que tantos programadores atrai, transforma os seguintes navegadores em opções válidas e usáveis, muito por causa da quantidade de ferramentas que são possíveis adicionar.

Tal como no conceito do Ubuntu, estes navegadores assentam no conceito de uma utilização simplificada e que não envolva grandes níveis de conhecimentos informáticos, ainda que para aumentar a produtividade dos browsers, já será preciso mais algum background nesta plataforma.

Epiphany

Ainda o Google Chrome não tinha aparecido e já o Epiphany espalhava magia nos computadores através do conceito baseado numa interface de utilizador simples e básica. O browser foi criado a pensar no desktop GNOME e tem forte integração com este ambiente de trabalho.

Cada nova atualização do navegador é geralmente acompanhada de novas funcionalidades, mas os responsáveis pelo projeto elegem como público-alvo todos os utilizadores Web e não tanto os programadores, argumentando com a intenção de ajudar o utilizador a focar-se no conteúdo web e não na aplicação do browser em si. Numa das últimas atualizações foi redesenhado para dar mais ênfase à verticalidade, para que pudesse conter mais conteúdo Web.

[caption]Epiphany[/caption]

Originalmente vem com poucas funcionalidades, e acaba por receber bastantes críticas neste sentido, mas existem várias extensões desenvolvidas pela comunidade de programadores que aumentam as "capacidades" do navegador.

É possível adicionar filtros de anúncios, executar linhas de comandos através do menu de contexto, auto recarregar páginas Web, gerir certificados de página, criar "atalhos" baseados na movimentação do rato, entre outros.

O Epiphany usa atualmente o Webkit como motor de renderização e vai na versão 3.6.1.

Konqueror

É um navegador de Internet que se distingue dos restantes pelo motor de renderização que utiliza. Baseado em KHTML, um engine desenvolvido pelo projeto KDE, o suporte a conteúdos em HTML5, Javascript e CSS3 está garantido. O Konqueror também suporta o Webkit, mas existe muita instabilidade e incompatibilidade na renderização de conteúdos na utilização deste motor.

A nível de funcionalidades vem equipado de origem com um bloqueador de anúncios e pop-ups, tem gestor de palavras-passe e possui integração com a KWallet, uma aplicação que permite armazenar e partilhar as credenciais registadas no navegador com outro software desenvolvido pela KDE, o que assegura algum nível de integração dentro deste ecossistema.

[caption]Konqueror[/caption]

Tem ainda a opção de atalhos Web através da barra de endereços para os principais serviços da Internet como o Google, Facebook e Amazon. A isto junta-se a possibilidade de navegação dividida, que permite colocar lado a lado duas janelas de navegação diferentes.

O "arsenal" do Konqueror inclui também uma ferramenta integrada de tradução de páginas Web e um corretor ortográfico. Originalmente em inglês, é possível deixar o navegador em português através da alteração da língua no KDE.
A Konquerer 4.9.3 é a mais recente versão estável disponível.

Midori

Este browser assenta num conceito de "leveza" para a máquina, mas não é inferior a outros navegadores de Internet. Baseado em Webkit, acompanha de muito perto todas as evoluções que este motor de renderização tem e isso garante aos utilizadores uma boa taxa de atualização.

O Midori também depende muito de extensões de terceiros para ganhar funcionalidades extras. Existem extensões de gestão de cookies, extensões que acrescentam um painel de RSS Feed e extensões de integração com dispositivos móveis Maemo.

Já tem suporte para boa parte dos conteúdos de HTML5 existentes, mas ainda está longe de ser uma opção consolidada neste campo. No Acid3, um teste que verifica o desempenho perante vários tipos de normas Web, obteve a pontuação máxima.

[caption]Midori[/caption]

Além destas componentes mais técnicas, o navegador permite ainda uma personalização da interface. O Midori suporta pesquisas diretamente a partir da barra de endereços, tem um painel de "marcação rápida" de páginas de Internet semelhante aquela a que o Opera habituou os utilizadores e assenta num modelo de navegação por abas tal como os principais browsers.

Com suporte e integração às interfaces GTK+2 e GTK+3, vai atualmente na versão 0.4.7.

Elinks

De todos, talvez este é o mais erudita e exclusivo de todos os browsers já que não se destina a todo o tipo de utilizadores. É um navegador baseado em texto e durante a navegação apenas apresenta os caracteres dos sites visitados, sem mostrar qualquer outro tipo de conteúdo. Ainda que seja limitado em sentido multimédia, é um browser que pode dar jeito a programadores de páginas Web.

Os que se chateiam facilmente com páginas de Internet que estejam carregadas de "entulho", também podem ver no Elinks uma alternativa que realmente se foca no fator principal de muitas páginas Web: o texto. A distinção entre diferentes tipos de conteúdos e ligações é feita através de cores, portanto esteja preparado para uma navegação muito simples e multicolorida.

Fica um exemplo de como é o Google News através deste browser:

[caption]Elinks[/caption]

Este navegador tem ainda a particularidade de poder ser utilizado a partir da consola de comandos. Existem dois navegadores muito semelhantes, o Links e o Linkx, que assentam no mesmo conceito de navegação baseada em caracteres.

A versão mais atual, 0.12pre6, não é estável mas ficou disponível no fim de outubro.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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