Já escrevemos aqui no TeK que a IFA tem vindo a roubar audiência, e expositores, à vizinha CeBIT, que se realiza em Março em Hannover. O espaço dedicado a computadores, smartphones e tablets é cada vez maior, embora não defraude o protagonismo dos televisores, sistemas de som, máquinas fotográficas e electrodomésticos, que continuam a ser os principais atores da feira de Berlim, que termina amanhã.

Atualmente a IFA marca o momento da “reentré” tecnológica, antecipando o período mais importante das vendas: o Natal. Tal como acontece com a CES em Las Vegas, a IFA está a ser usada para apresentação das principais apostas das fabricantes, mesmo que alguns dos líderes de mercado – leia-se a Apple - se mantenham “orgulhosamente” ausentes destes espaços.

Este ano a maioria dos grandes anúncios foram mesmo feitos antes da feira abrir portas na Messe de Berlim. Toshiba, LG, Sony, Samsung mostraram as suas principais novidades em eventos de antecipação, embora entre os pesos pesados da indústria houvesse muito quem mantivesse o espaço de exposição como prova de fogo para que jornalistas, geeks e curiosos pudessem apreciar e manipular os novos gadgets, grande parte dos quais chegarão às lojas nas próximas semanas.

Nos computadores o destaque foi para o próximo sistema operativo da Microsoft, o Windows 8. A fabricante de software não tinha presença direta na IFA, mas “orquestrou” parte dos lançamentos, definindo orientações para o que podia e não podia ser revelado em termos de produtos e nas conferências com jornalistas.

O interface de toque do novo Windows determinou o “formato” dos modelos revelados, conjugando o aspecto e funcionalidades de um tablet com o teclado que muitos utilizadores continuam a considerar essencial para tarefas de produtividade. O resultado é um conceito híbrido, semelhante ao que já foi experimentado por várias marcas e em diferentes formatos.

A Toshiba apostou num ultrabook com ecrã “deslizante” sobre o teclado, uma opção também assumida pela Dell e a Sony, enquanto a Samsung e a HP preferem uma conjugação magnética entre os dois elementos, destacando-os de forma fácil. A Asus já tinha antecipado – com sucesso – este formato e agora inovou mostrando mais alternativas, à procura do modelo certo.

Nos modelos “deslizantes” a diferença entre a Toshiba, a Dell e a Sony está na forma como é implementado o conceito. A Toshiba opta por fechar o ultrabook Satellite U920T mantendo o ecrã à vista e escondendo o teclado, com um sistema robusto que (aparentemente) garante a fiabilidade de muitas utilizações.

Mas há ainda uma posição intermédia que permite deixar à vista o touch pad e usar a câmara fotográfica traseira.



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A Dell aplica ao XPS Duo 12 uma filosofia de “moldura” que já tinha usado antes, revestindo o ecrã de 12 polegadas com Gorilla Glass e o chassi do ultrabook com uma competente liga metálica, o que lhe dá um aspecto robusto.




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O VAIO Duo 11 também desliza, mas tira partido do ecrã mais pequeno para um sistema diferente, em que não falta um “tripé” a segurar o ecrã quando está aberto. Depois de deslizar sobre o teclado só o ecrã fica à vista. Mas, tal como os modelos anteriores obriga à utilização das duas mãos no processo de deslizar, de preferência com o computador assente numa superfície horizontal.




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A Samsung e a HP não estiveram com meias medidas e decidiram separar mesmo o ecrã do teclado, com encaixes magnéticos. O ATIV SMART PC e o ATIV Smart PC Pro da fabricante coreana tornam-se por isso muito semelhantes ao Asus Transformer (cuidado com as guerras de patentes em tribunal!) mas o resultado final é mais leve e elegante do que o conseguido em modelos deslizantes.



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No caso da proposta da HP o Envy X2 tem a mesma filosofia de “destacável”: um tablet ou um ultrabook, conforme for necessário a cada momento.



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A Asus, que já tem no mercado várias versões de modelos híbridos com Android, os Transformers, vai abalançar-se com a mesma filosofia para o Windows 8, que recebe o nome de Transformer Book, com sistema operativo Windows 8 e processadores iCore, mas inova também para Windows RT.




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Mas a Asus propõe ainda um modelo baseado num ecrã duplo, o TAICHI, que permite a sua utilização enquanto notebook quando a tampa está aberta, ou como tablet, quando se fecha.




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As diferentes marcas têm outros modelos com Windows 8, e com ecrãs de toque, desde tablets puros a computadores de secretária all in one, mas esses vão ter honras de destaque noutras montras que vamos publicar nos próximos dias.

Os preços ainda só são especulação, mas este é certamente um dos fatores mais relevantes para o sucesso dos diferentes formatos face à concorrência dos tablets da Apple e de equipamentos Android, e também ao “concorrente interno”, o Surface da Microsoft.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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