Computadores, tablets, smartphones, leitores portáteis e consolas são apenas alguns exemplos de equipamentos onde a qualidade do ecrã pode ser determinante na altura de aferir o grau de satisfação de um consumidor com o produto comprado. E as fabricantes sabem disso.

Do famoso ecrã retina do iPhone aos LCDs que, cada vez mais, procuram reproduzir no aconchego do lar o conforto agigantado do ecrã de cinema - ou os filmes 3D-, sucedem-se os casos em que nos vimos surpreendidos pela evolução destas "janelas de luz" que já mudaram a forma como vemos o mundo.

A semana passada teve lugar em Los Angeles (EUA) aquela que se apresenta como uma das grandes montras internaicionais nesta área, a Display Week, promovida pela Society for Information Display (SID).

Pródiga em apresentações de protótipos e tecnologias a incluir pelas fabricantes nos seus modelos de última geração, a feira apresenta-se como um bom pretexto para darmos uma vista de olhos sobre o que de novo se está a fazer neste campo.

Começamos pelos distinguidos pelos prémios Display Week Best in Show, uma novidade com a qual o certame anual passa a contar naquela que é a sua 49ª edição. Samsung, RealID e Nanosys são as vencedoras.

A Samsung impressionou os membros do júri com o seu protótipo de um televisor 3D com uma diagonal de 70 polegadas - cerca de 1,78 metros - e ultra-definição (UD), o que significa que uma resolução de 3.840x2.160. A taxa de refrescamento é de 240 Hz.
O equipamento, que tinha sido anunciado no final do ano passado, oferece imagens 3D com resolução UD, recorrendo uns óculos activos.

[caption]imagem ZDNet[/caption]

O prémio na categoria de equipamentos "médios" foi para RealID, pelos seus dispositivos RDZ para reprodução de imagens 3D. Os ecrãs LCD oferecem uma resolução full-HD nas imagens a três dimensões, com recurso aos mesmos óculos passivos que são usados nos cinemas e não perdem qualidade nas imagens 2D.

A proposta é baseada na premiada tecnologia da empresa para projecção 3D em cinemas - que é uma das mais usadas no mundo, segundo os dados da SID.

Entre as novidades mais relevantes em exposição, os responsáveis distinguiram ainda uma "tecnologia revolucionária" da Nanosys que deverá permitir às fabricantes obter uma melhor combinação entre a retroiluminação LED e os filtros de cor usados nos LCDs, para atingir "a melhor cor e eficiência possíveis".

Prémios à parte, mas ainda com os olhos apontados à excelência da definição (ou será que devemos dizer exagero?), outro dos produtos que mereceu a atenção dos meios especializados foi um ecrã LCD da Toshiba destinado a telemóveis que promete competir, em resolução, com o ecrã retina usado pela Apple.

[caption]Imagem Engadget[/caption]

A proposta da Toshiba oferece uma resolução HD de 720x1.280 pixéis num ecrã de 4 polegadas, o que dá um rácio de 367 pixéis por polegada (ppi). O ecrã retina apresenta o mesmo rácio de 367 ppi - mas mede 3,5 polegadas, para uma resolução de 960x640 pixéis.

A novidade tem suscitado interesse, discutindo-se sobretudo se vão chegar ao mercado equipamentos com o novo ecrã antes de a empresa de Steve Jobs lançar a próxima edição do iPhone, perdendo esta uma das suas vantagens "bandeira" sobre a concorrência.

Continua por saber a que fabricante se irá associar a Toshiba na disponibilização deste ecrã para smartphone, mas as "fontes" do Engadget garantem que o primeiro telefone com a novidade deve chegar ainda este ano.

A mesma fabricante mostrou um ecrã que, com as suas 8 polegadas, parece talhado para o mercado dos tablets, tendo como trunfo a reprodução de conteúdos 3D sem necessidade de óculos especiais.

No que respeita a ecrãs pequenos capazes de entusiasmar os mais excêntricos, vale a pena dar a conhecer um protótipo de 4,3 polegadas que a LG levou à feira. Falamos de um ecrã transparente, com elevada resolução, flexível e capaz de reter uma imagem mesmo quando desligado (bi-estável). Por enquanto ainda não planos para uma aplicação do conceito.

[caption]imagem do Engadget[/caption]

Os ecrãs flexíveis não são uma novidade e as provas de conceito têm marcado presença no panorama tecnológico, nomeadamente com ideias a aplicar na área dos smartphones, mas a proposta mostrada pela Sony na SID 2011 não se insere bem nessa categoria…

A fabricante apresentou um protótipo de um e-paper (papel electrónico), a cores, e com uma dimensão de 13,3 polegadas. Pesa apenas 20 gramas e mede 0,15 milímetros de espessura, mas as más-línguas que a aposta é extremamente limitativa ao nível da qualidade das cores reproduzidas (pouco vivas), pelo que dificilmente se tornará apelativa para os consumidores.

Ainda assim, não custa dar uma vista de olhos pelo trabalho levado a cabo pela fabricante japonesa.

[caption]Sony e-paper[/caption]

A companhia aproveitou também a mostra para apresentar um novo modelo de televisores 3D que dispensam os óculos para obter imagens a três dimensões, com tamanhos entre as 10 e as 23 polegadas, mas não disponibilizou imagens dos equipamentos.

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