Os bilhetes estão esgotados há muito. Mesmo que não estivessem, o sistema de sorteio introduzido para a edição deste ano complicou a vida (e aumentou o investimento necessário) a quem quer participar naquele que já se assumiu como um dos eventos do ano.


O mediatismo e a máquina da Google asseguram no entanto que toda a informação chegue, a todo o mundo, na mesma altura em que está a ser anunciada ou logo em seguida.


A transmissão online e em direto de várias apresentações ajuda a atingir o objetivo. A primeira terá lugar dia 25 de junho, quarta-feira, às 17 horas de Lisboa, e terá como protagonista o diretor de inovação da empresa, Sundar Pichai.



É logo que aí que deverão ser reveladas as novidades mais "quentes" da conferência, que se prolonga até quinta-feira, dia 26 de junho. Olhámos para o que dizem os especialistas e para o que tem revelado a Google nos últimos meses para alinhar um conjunto de "novidades prováveis" nestes dois dias:



Wearable: o futuro é agora

Circula com insistência o rumor que atribui à Google planos para lançar o seu próprio relógio inteligente mas não é provável que, a fazê-lo, a empresa tenha pronto um produto para apresentar nos próximos dias.

O que se espera é que a I/O empreste o palco a fabricantes com novos produtos nesta área "alimentados" pela nova plataforma de software criada pela empresa especificamente para este segmento: o Android Wear.

Desde março que se sabe que a Google está a trabalhar na plataforma e foi na mesma altura que se adiantou como provável a estreia com o LG G Watch, que a fabricante asiática tem vindo a desenvolver com a Google e tem chegada prevista às lojas para o próximo dia 7 de julho.

A Motorola, com o Moto 360, também tem trabalhado com a Google nesta área e também se espera que suba ao palco da conferência para mostrar resultados. Mais recentemente a Samsung começou a ser apontada como a terceira convidada da Google, com o mesmo objetivo: mostrar um novo relógio inteligente. A confirmar-se, será mais um contributo para alargar um segmento que está cada vez mais composto e diverso, como mostra a galeria abaixo.

Os Google Glass também se integram nesta categoria dos wearable, mas em relação a este projeto não é provável que a Google tenha "no bolso" grandes novidades para revelar. A mais aguardada seria provavelmente a apresentação de uma data para o lançamento de uma versão comercial dos óculos, com um preço mais acessível que os atuais 1.500 dólares por uma verão beta.

Em vez disso a Google terá, provavelmente, novas aplicações para mostrar e exemplos de projetos desenvolvidos no âmbito do programa Explorers. Não deverá ir mais longe.


Família Nexus pode ganhar um novo membro… o último


São vários os rumores que antecipam o final da aposta da Google em tablets e smartphones próprios, uma aposta que até agora tem sido veiculada pela linha Nexus. Antes de fechar esta porta, a empresa deverá despedir-se com um produto que vai dar nas vistas.


As previsões centram-se num equipamento que volta a chamar a HTC para parceira da empresa norte-americana: o HTC Volantis. A confirmarem-se as informações que circulam online, o tablet 4G contará com um ecrã de 8,9 polegadas e uma resolução de 2.048x1.440 pixéis. No interior contará com um processador Nvidia Logan de 64-bits, 2GB de memória RAM e 16 ou 32GB para armazenamento. A câmara traseira oferece até oito megapixéis.

[caption]Google Nexus Volantis[/caption]




Android em ponto de rebuçado

Nos últimos dias o sistema operativo móvel Android, cujo desenvolvimento é coordenado pela Google, recebeu uma atualização. O update visou sobretudo questões de segurança, mantendo as portas escancaradas para uma mudança maior que pode ser revelada já no primeiro dia da conferência, 9 meses após a apresentação da versão 4.4, ou KitKat, e por isso na cadência habitual de renovação do produto. Neste momento a dúvida já está apenas em saber se a apresentação será feita na quarta ou na quinta-feira, uma vez que o diretor de inovação da Google confirmou em entrevista à Bloomberg que a I/O será o palco para a apresentação do sucessor do KitKat.


E há quem diga que com esta nova versão não existirão apenas mudanças no software. O nome de código também vai deixar os sabores achocolatados, para descobrir o mundo dos chupa-chupas. Antecipa-se que a versão 4.5 ou 5.0 do Android se chame Lollipop.


Em termos de características, é de esperar que a segurança seja uma aposta central da renovação, tal como as funções dedicadas a uma utilização mais profissional. Não é de hoje que se fala numa aproximação entre Android e Chrome OS, o sistema operativo de suporte aos Chromebooks. Será desta? A resposta está para breve.




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Chromecast: um conceito de sucesso a precisar de novos argumentos

O periférico da Google que permite passar conteúdos multimédia de dispositivos móveis para a televisão tem conseguido algum sucesso, mas há muito que se sabe que não vai mais longe devido à oferta limitada de conteúdos (que em Portugal é ainda mais limitada).



É por isso uma das previsões - ou quem sabe mesmo um sonho - que uma das novidades reservadas pela Google para a I/O esteja relacionada com o Chromecast e que consiga dar o "empurrão" necessário para que o sistema reforce os seus argumentos no mercado.

Também é provável que a empresa atualize o software de suporte ao dongle, com algumas melhorias. Há também quem acredite que o momento pode servir para voltar a apresentar o conceito Android TV, agora formatado como plataforma de conteúdos multimédia e apps.




Google também quer dominar no seu automóvel, mas será já?

A Apple revelou o CarPlay e são várias as marcas de eletrónica que têm apresentado projetos nesta áreas. A própria Google apresentou em janeiro a Open Automotive Alliance, razões mais do que suficientes para que se espere uma resposta da fabricante a tantas movimentações do mercado. A questão é saber se essa reação acontecerá agora.


Para facilitar a vida à empresa há todo um Google Maps, que se espera seja a base do novo sistema, uma plataforma onde o acervo do YouTube também pode ser relevante. Há quem diga que o sistema automóvel da Google poderá ainda ter mais um trunfo na manga para rivalizar com o CarPlay da Apple: não ser apenas compatível com Android, mas assegurar também compatibilidade com equipamentos que usem iOS.



Lar, doce lar e robots: uma mistura explosiva ou nem por isso

Já este ano a Google foi várias vezes às compras dando indicações bem claras sobre duas áreas onde quer apostar em força: o conceito de casa inteligente e os robots. A compra da Nest, que fabrica termostatos inteligentes foi a mais expressiva mas não foi a única. Ainda esta semana foi confirmada a aquisição da Dropcam.


A empresa manteve uma operação independente e a linha de produtos que já tinha mas a prazo a integração no grupo será notória, só não se sabe se na conferência desta semana já existirão sinais disso.


O grupo também adquiriu fabricantes de robots - a Boston Dynamics e outros seis - e muitos acreditam que das compras nesta área surgirá mais um dos projetos imprevistos da Google. Estará relacionado com o lar inteligente? É bem possível.

Nota de redação: Acrescentada informação com a confirmação de que na I/O será apresentada uma nova versão do Android.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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