Sendo a rede social mais usada em todo o mundo, não é de estranhar que o Facebook também seja a plataforma online que merece o maior empenho dos 10 candidatos à presidência da República portuguesa.

Todos lá estão e todos mantêm uma presença dinâmica no site, com várias publicações por dia. A agenda da campanha é informação que vai encontrar nas páginas de todos os candidatos.

A maioria também faz eco no perfil de Facebook da cobertura mediática da campanha, partilhando artigos e vídeos divulgados pela imprensa. Só há dois candidatos que não recorrem (ou recorrem muito pouco) a este tipo de conteúdo: Sampaio da Nóvoa e Edgar Silva.

Nas páginas dos dois candidatos domina a produção própria. Os perfis de Facebook dos dois candidatos têm outro ponto em comum: usam e abusam dos testemunhos de apoio de figuras públicas. Na página de Sampaio da Novoa também se destacam as imagens. Há dezenas de fotografias publicadas, que documentam em imagens as várias ações de campanha do candidato independente.

Sampaio da Novoa é o segundo candidato mais popular no Facebook, com pouco mais de 30 mil seguidores. À sua frente só está Paulo de Morais, que soma quase 53 mil gostos, uma popularidade que não se estende ao Twitter onde o candidato aposta claramente menos. Aí tem 30 seguidores e 5 tweets.

Voltando ao Facebook, na lista dos mais populares segue-se Marisa Matias, com 25.526 gostos e Maria de Belém, que acumula 18.544 gostos. Marcelo Rebelo de Sousa não tem presença oficial nas redes sociais, mas os gostos nas suas páginas de apoiantes mesmo assim fazem de si o quinto mais seguido nestas plataformas. No Facebook há várias páginas de apoio ao candidato da direita, só uma delas reúne quase 9 mil gostos. Há outra com quase 5 mil.

Henrique Neto consegue números idênticos, com mais de 8 mil gostos na sua página de Facebook e uma audiência quase da mesma ordem no Twitter onde, a par de Marisa Matias, é o candidato com mais seguidores. Vitorino Silva fecha o círculo de candidatos com mais de 8 mil gostos no Facebook.

Os três concorrentes que ainda não referimos cativaram menos de metade dessa audiência no perfil oficial da candidatura, ainda que todos sejam bastante ativos na partilha de informação. Jorge Sequeira, por exemplo, alimenta duas páginas e dois sites, pessoais e de campanha. No site pessoal não há informação sobre a campanha presidencial – está focado no percurso profissional do candidato. Já a página pessoal do candidato no Facebook por estes dias respira campanha. Tem quase 5 mil seguidores, um pouco mais que a página oficial de Jorge Sequeira o candidato, que soma 3.410 seguidores.

Às redes sociais, juntam-se os sites oficiais, canais no YouTube, perfis no Google+ ou no Instagram, se bem que o Twitter e o Facebook são mesmo as opções mais comuns. Henrique Neto revela-se o candidato com uma estratégia mais completa na Internet, chegando às cinco plataformas.  Marcelo Rebelo de Sousa é o único que tem aplicações para telemóvel, com versões para Android e iOS.