Depois dos primeiros testes de qualidade e controle que foram feitos de forma faseada, a equipa do Folding@home já divulgou na semana passada a primeira onda de projetos que simulam as potenciais proteinas para os dois vírus que dão origem à doença que já matou mais de 6.500 pessoas em todo o mundo, e que conta com mais de 170 mil infetados, 245 em Portugal.

Como é que pode ajudar? O download e a instalação da aplicação Folding@home só demora 5 minutos, mas se deixar o seu computador a trabalhar durante a noite pode ajudar milhões de pessoas.

A iniciativa da Universidade de Stanford teve início em 2000, usando a capacidade de processamento desaproveitada em muitos computadores para a utilizar em cálculos para ajudar a resolver algumas doenças como o Alzheimer, Huntington, Parkinson ou alguns tipos de cancros. Agora é a vez do Covid-19.

A iniciativa recorre a ligação a redes de cientistas que procuram perceber a forma como o vírus entra nas células dos hospedeiros e como interage, de forma a desenvolver anticorpos. E continua a evoluir, com a possibilidade de utilizar novos dados de investigadores em todo o mundo, que usam servidores como o bioRxiv e o chemRxiv.

Os projetos estão documentados no GitHub para que outros investigadores possa tirar partido do desenvolvimento, numa iniciativa colaborativa que marca este modelo.

O software está disponível para Windows, Mac e Linux e pode ser instalado a partir do site do Folding@home.

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