Cinco anos depois da estreia, o serviço já chega a 28 países. Portugal inclui-se na lista desde fevereiro deste ano, mas as primeiras geografias a receberem a plataforma foram os países escandinavos, o Reino Unido, França e Espanha.
A expansão manteve-se pela Europa até 2011, quando o Spotify chegou aos Estados Unidos. Ao todo, o número de utilizadores da plataforma ronda os 24 milhões. Destes, 6 milhões usam a versão paga do serviço. Um número que está a crescer.


A plataforma foi desenhada por três amigos, que queriam criar um serviço de música fácil de usar e ambicioso na oferta. Nuance importante: tinha de ser completamente legal. A aposta no streaming marcou a diferença, relativamente às opções mais populares à data, lideradas pelos iTunes da Apple, ainda suportado num modelo de disponibilização por download.

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A receita revelou-se correta e a indústria tem sido uma das maiores beneficiárias. Desde que foi lançado, o Spotify pagou já 500 milhões de dólares em compensações de direitos de autor.



No catálogo, a plataforma soma mais de 20 milhões de músicas e garante que, em média, todos os dias 20 mil novas músicas são adicionadas ao serviço. Além da vasta oferta, distinguem o Spotify de outros produtos concorrentes, a flexibilidade e as muitas opções de personalização. A mais básica, a criação de playlists, é uma das mais usadas e até à data já foi usada mais de mil milhões de vezes.

O Spotify dá hoje emprego a 900 pessoas, um número que disparou nos últimos dois anos. Em 2011, o serviço empregava 300 pessoas, de acordo com informação disponibilizada à data. Fechou 2012 com receitas de 435 milhões de euros - quase o dobro do ano anterior - mas com um prejuízo de 58,7 milhões de euros, que se explica com o investimento no desenvolvimento da plataforma, mas também com o enorme peso dos royalties pagos à indústria.



Cerca de 70% da receita angariada pelo Spotify vai direitinha para a indústria da música, um peso que é ainda mais elevado devido ao frágil modelo de negócio do serviço, que tem tentado atrair mais clientes para a versão paga, mas tem encontrado nesse esforço uma resposta lenta e progressiva.



"Do outro lado da Internet", o grupo tem utilizadores que, em média, usam o serviço cerca de 110 minutos por dia. Em Portugal, os dados oficiais revelam que é a seguir ao almoço que os internautas ouvem mais música, sobretudo entre as 14h30 e as 16h30. Durante a manhã o pico na utilização do serviço fixa-se entre as 10h30 e as 11h30.



Até final de agosto, altura em que se completaram os primeiros seis meses de disponibilização do serviço a nível local, os dados também mostravam que Daft Punk, Imagine Dragons e Arctic Monkeys lideravam o top de preferências nacionais.



O lançamento de novas funcionalidades tem sido uma aposta constante dos promotores do serviço. A novidade mais recente foi o Spotify Follow, um botão que pode ser incluído em qualquer página web (um site de uma marca, ou um blog de um artista, por exemplo). Quem aceitar seguir os utilizadores da funcionalidade ganha acesso a detalhes relativamente à sua atividade no serviço.



Em setembro tinha sido lançado o Spotify Connect. Esta espécie de Chromecast para a música permite enviar conteúdo para qualquer sistema de som - com suporte para Wi-Fi - a partir do telemóvel. Como o nome da funcionalidade já faz supor, a ideia é facilitar a partilha de conteúdos em ambiente doméstico.



O Spotify está disponível com uma versão gratuita e duas versões pagas. A versão gratuita integra publicidade, as opções pagas dividem-se entre Unlimited e Premium. O serviço pode ser utilizado na Web e nas várias plataformas móveis.



Ao contrário do que acontecia em 2008, quando a oferta de serviços de música em streaming era mais reduzida, hoje existem várias alternativas. O TeK falou de algumas numa montra publicada no mês que se seguiu à estreia do Spotify em Portugal. Hoje há ainda mais opções a considerar, como a oferta da Xbox ou da Google.



Na infografia que acompanha o texto, a dona do Spotify dá-se os parabéns e reúne alguns números que ajudam a contar a história do serviço.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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