Há duas situações principais em que podemos recorrer a um sistema de rede Powerline: quando procuramos velocidade máxima de download/upload em determinados equipamentos – a consola de jogos ou a TV para streaming de vídeo 4K, por exemplo – e quando procuramos uma solução para pontos da casa onde a rede Wi-Fi não está a fazer um bom “trabalho”.

Em qualquer um desses casos, admitimos que existem soluções que não esta, desde os extensores de rede sem fios até outros métodos igualmente eficazes. Mas recorrer ao Powerline talvez seja a que melhor combina um preço acessível com a referida eficácia que procuramos.

Isto porque, recordemos, o Powerline recorre à instalação elétrica da nossa casa para estabelecer uma ligação de rede doméstica. Dependendo de cada kit do género e do número de módulos incluído no dito pack, o funcionamento é simples. Existe sempre um módulo principal que tem de ser ligado ao seu router de origem (através de um cabo Ethernet) e também à tomada elétrica mais próxima.

Em sequência, o outro módulo (ou os outros, se o kit for composto por vários pontos de acesso) deve ser ligado a outra tomada elétrica em qualquer ponto casa e também ao equipamento que desejamos ligar à rede, mais uma vez recorrendo a um cabo Ethernet.

Partindo do princípio de que usar extensões e ficas elétricas triplas irá sempre reduzir a eficácia do sistema, aconselhamos que opte sempre por sistemas Powerline em que cada módulo inclui uma ficha elétrica integrada, para que assim não fique ocupada cada tomada em que utilize este sistema de rede.

A instalação é tão simples quanto isto, sendo que o máximo que é preciso fazer é ficar a pressionar um botão em cada módulo durante escassos segundos para que a ligação seja estabelecida.

A cara vantagem do Powerline é o facto de ser, no fundo, uma ligação de rede doméstica assente em cabos e, desta forma, não estar dependentes dos problemas que muitas vezes afetam a eficácia das redes sem fios. Falamos de questões relacionadas com o alcance das antenas e as interferências de outros equipamentos eletrónicos.

Dependendo de cada instalação, e em função de várias situações em que conseguimos já comprovar o funcionamento destes sistemas, é certo que é conseguido um aumento de velocidade de ligação à Web, algo vantajoso para tarefas de jogos online e streaming de vídeo em resoluções elevadas. E nada impede que possa combinar um kit Powerline que satisfaça estas necessidades com uma ligação Wi-Fi que fique encarregue da ligação dos restantes dispositivos que tem em casa.

Aliás, existem mesmo sistemas Powerline que combinam já esta tecnologia com outras plataformas de rede doméstica. Alguns kits do género incluem módulos que integram também antenas que se destinam a apoiar a criação de uma rede Wi-Fi convencional: gerando uma rede propriamente dita ou ajudando a prolongar o sinal/alcance de uma outra rede já existente.

Por outro lado, e na mesma lógica, certos equipamentos que se baseiam na tecnologia Mesh para a criação de redes sem fios integram também sistemas Powerline, formando um método híbrido de estabelecer uma rede em casa, de certo modo. Encontra no TEK vários artigos que fornecem informação completa relativamente aos sistemas de rede Mesh.

E há ainda uma outra vantagem inerente ao Powerline: o preço. É verdade que alguns kits são ligeiramente mais caros (depende do número de módulos e da integração de sistemas Wi-Fi, por exemplo), mas, regra-geral, este é um método que permite criar uma rede doméstica de forma relativamente acessível. É assim normal que na galeria acima encontre meia-dúzia de sugestões com preços e características distintas.

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