Compreenda-se ou não, o Twitter é um incontornável caso de sucesso no que aos serviços online respeita. Com as suas particularidades e limitações - não permitindo a publicação de mensagens de tamanho superior a 140 caracteres - o formato cedo gerou uma curiosidade generalizada, que acabou por se traduzir na antipatia de muitos, mas também na criação de uma comunidade assídua de semi-dependentes do serviço, dispostos a oferecer relatos constantes da sua vida e a demonstrações fervorosas de apoio à rede social de microblogs.

Desde sugerir a nomeação do serviço para a lista de candidatos a prémio Nobel da Paz, ao desenvolvimento de aparelhos destinados à publicação automática do batimento cardíaco do utilizador, garantindo a actualização do estado na rede social de acordo com as emoções do sujeito, ou mesmo em caso de morte, já vimos de tudo um pouco, no que ao Twitter concerne.

Numa altura em que o serviço sofre a primeira remodelação profunda desde a sua criação, em 2006, e procura ganhar um novo impulso por via da integração com conteúdos multimédia, seleccionámos algumas criações. Qualquer "doido" pelo Twitter vai gostar (dizemos nós) de as conhecer e também podem ajudar o comum dos mortais a aperceber-se de algumas "loucuras" em torno da rede social.

Em matéria de utilização, os japoneses serão, talvez, dos mais fervorosos membros da rede social alimentada por tweets, o que ajuda a explicar que esta tenha sido a primeira língua estrangeira para a qual o site foi traduzido. Este interesse não se fica apenas por um uso intensivo da rede, manifestando-se também de uma forma a que arriscamos chamar mais "inventiva".

Falamos da criação do "Akiduki Pulse box", criado por um grupo de fãs do serviço (com conhecimentos de tecnologia acima da média, admitamos), o Projecto Koress. Este aparelho, apresentado publicamente o ano passado, comunica o batimento cardíaco do utilizador para o seu perfil no Twitter.

[caption]Akiduki Pulse Box[/caption]

Premindo um botão na caixa, o equipamento fornece actualizações de estado que informam sobre o seu ritmo cardíaco e um rápido diagnóstico: lento, normal, rápido.

"Agora já posso morrer e actualizar o Twitter. Isto é que é uma revolução!" ou "usa o Akiduki Pulse box quando praticares desporto, estiveres apaixonado ou então quando não souberes se continuas vivo", são algumas das declarações dos autores do projecto, que podem ajudar-nos a ter uma melhor percepção da importância do serviço nas suas vidas… ou mortes.

Querendo optar por um artigo menos tecnológico mas igualmente ilustrativo da paixão pela rede social, talvez valha a pena conferir uns ténis concebidos com o serviço em mente… e o pássaro que o ilustra na parte lateral da sapatilha.

[caption]Ténis do Twitter[/caption]

O modelo é da Nike e já foi "revisitado" com várias temáticas, através do trabalho do designer Daniel Reese, que concebe modelos à medida dos pedidos dos clientes e já criou ténis com motivos inspirados, por exemplo, no PacMan, Google ou Firefox.

Ainda a pensar nos adeptos mais fervorosos do serviço, mas neste caso principalmente vocacionado para o público feminino, uma empresa israelita conhecida pela sua vasta oferta de collants com motivos, acrescentou à sua linha de meias Tattoo Socks, um modelo dedicado ao Twitter.

[caption]tattoo socks do Twitter[/caption]

Para além da ave que caracteriza a imagem do serviço, as collants da Etsy apresentam a inscrição "follow me", prometendo às utilizadoras um look que combina o "chic com o geek", por 18 dólares.

[caption]vinho Fledgling[/caption]

As criação de produtos associados à rede social, e tirando partido da sua popularidade, são mais que muitas e incluem também a criação de um vinho, neste caso numa parceria entre o próprio serviço, a companhia vinícola norta-americana Crushpad e a Room to Read, uma ONG que promove a literacia entre as crianças.

O projecto que (surpreendentemente) pode ser acompanhado através de um perfil no serviço de microblogs, levou à criação do rótulo Fledgling, "o vinho do Twitter", cujas garrafas são vendidas a 25 dólares cada, revertendo 5 dólares para as actividades da associação com crianças na Índia.

[caption]Puppy Tweets[/caption]

Depois dos humanos, também os cães ganharam o direito a usar o serviço. Se a impossibilidade do melhor amigo do homem utilizar a rede social alguma vez foi motivo de preocupação para associações de defesa dos direitos dos animais ou donos mais saudosos, é caso para dizer que podem sossegar. Este ano, foi colocado à venda o aparelho que promete acabar com todos os vossos receios, o Puppy Tweets.

Desenvolvido pela Mattel, o dispositivo é colocado na coleira do animal e conta com um sensor de som e movimento que fornece as actualizações de estado para o seu perfil no Twitter, através de um receptor USB ligado ao computador.

Cada tipo de acção do cão dá lugar a uma mensagem pré-gravada que é colocada online, informando de quando este se encontra, por exemplo, a dormir ou a brincar.

[caption]Puppy Tweets[/caption]

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