A quem acha que já viu tudo. Que já não tem idade (nem paciência). Que os festivais de Verão são sempre "a mesma cantiga". Que é muito povo e pouco espaço. Nós dizemos: há alternativas.

Tal como prometido quando avisámos do início da época (f)estival, chegou a altura de mostrar que há vida para além dos eventos que movimentam milhares e já inscreveram o seu nome no passeio da fama festivaleira. Hoje apresentamos-lhe o roteiro online das propostas menos conhecidas, do lado B dos festivais de Verão em Portugal.

Da electrónica à indie, passando pelo rock, metal, gótica ou música do mundo, aqui também há de tudo - normalmente, mais barato e, muitas vezes, com mais espaço para ouvir. As propostas incluem nomes mais conhecidos e muitos de que pode nunca ter ouvido falar, mas não era essa a ideia?

Em jeito de agenda, optámos pela organização por ordem cronológica. A primeira sugestão já só vai poder ser aproveitada pelos mais diligentes em meter pernas ao caminho até Loulé, porque acontece já na próxima semana.

A partir de quarta-feira (23 de Junho) e até dia 26 (sábado), a cidade algarvia acolhe o Med, Festival do Mediterrâneo e música do mundo. Na lista de convidados como os portugueses Macacos do Chinês, Legendary Tigerman, Virgem Suta, Diabo na Cruz ou Mazgani. Entre os internacionais há nomes como Orchestra Baobab - que já foram apontados como um dos concertos mais promissores deste Verão.

[caption]Festival Med[/caption]

Os bilhetes custam 12,50 euros para um dia e 40,50 para os quatro dias de música, teatro, exposições e gastronomia, mas não incluem campismo. A música distribui-se por dois palcos, com mais de 35 bandas confirmadas, embora algumas ainda sem data definida para actuar. O evento não tem campismo.

A próxima "viagem" está marcada para o mês seguinte e será talvez aquela (do lote de hoje) que inclui os artistas mais conhecidos. Trata-se também de um evento que já vai tendo alguma projecção nacional. Estamos a falar do Marés Vivas, que se realiza em Vila Nova de Gaia, entre 15 e 17 de Julho (na mesma altura em que acontece o Super Bock Super Rock, no Meco).

[caption]Marés Vivas[/caption]

Placebo, Goldfrapp, Ben Harper, Editors, dEUS, Morcheeba, Gorilazz Sound System, GNR ou David Fonseca são alguns dos nomes confirmados. Soa-lhe familiar? Talvez isso ajude a justificar o preço dos bilhetes: 25 euros o diário ou 45 para os três dias de festa - com direito a dois palcos mas também sem campismo incluído. Ainda assim, fica a metade do cobrado pelo Optimus Alive, Sudoeste TMN ou SBSR.

Cerca de uma semana depois é altura de voltar ao sul. O destino é Sines e o seu famigerado Festival de Músicas do Mundo (FMM), que este ano decorre entre 28 e 31 de Julho. De quarta a sábado, a cidade promete voltar a encher-se de concertos em dois palcos montados em pleno centro histórico.

Para a 12ª edição, a organização promete 26 espectáculos que trazem a Portugal "os congoleses Staff Benda Bilili, o mais premiado grupo do ano, a lenda do reggae U-Roy, The Mekons, banda britânica que partiu do pós-punk para a fundação do movimento alt-country, e Tinariwen, expoente contemporâneo dos blues do deserto", destacam os responsáveis.

[caption]FMM Sines[/caption]

Os bilhetes para os concertos dentro do Castelo custam 12,50 euros por noite e o passe para 4 dias pode ser adquirido por 40 euros, mas a programação inclui também vários espectáculos de entrada livre.

Aproveitando o mesmo espírito, os festivaleiros podem voltar a meter as mochilas às costas e rumar ao norte, para um acontecimento que mistura música e dança: o Andanças. Já na sua 15ª edição, este Festival de Danças Populares apresenta uma lógica bastante diferente dos até agora referidos.

Basicamente, a programação consiste numa série de workshops e aulas, de quase todo o tipo de danças (kizomba, valsas mandadas, tango, forró, tarentelas, polskas, funk, fandango ou hip hop), que acontecem durante o dia e que os participantes são convidados a colocar em prática à noite, em "bailes" ao som de música ao vivo.

[caption]Andanças[/caption]

O "movimento" conta com uma série de fiéis seguidores, que todos os anos fazem quilómetros até à aldeia de Carvalhais, S. Pedro do Sul, onde a festa dura uma semana: de 2 a 8 de Agosto. O preço dos bilhetes varia consoante o número de dias da estadia, começando nos 20 euros por dia (caso seja adquirido com antecedência).

Com os ouvidos "aquecidos" por esta experiência mais "exótica", resta preparar os corações para a descarga de energia prometida pelo Vagos Open Air. O festival de metal que acontece na zona de Aveiro, promete agitar a vila de Vagos entre os dias 6 e 7 de Agosto.

[caption]Vagos Open Air[/caption]

Com um cartaz que inclui bandas como Meshuggah, Carcass, My Dying Bride, Kamelot, Amorphis ou Gwydion, as entradas custam 30 euros para um dia, ou 50 para os dois, mas dão direito a acampar no local. O cartaz conta com 16 nomes, mas ainda não está completo.

Como Agosto é o mês em que (quase) tudo acontece, temos ainda para propor mais dois eventos. O primeiro chama-se Bons Sons, ocupa o fim-de-semana de 20, 21 e 22 e tem lugar na aldeia de Cem Soldos, perto de Tomar.

Para além das propostas menos ortodoxas, com direito a filmes, exposições, feira e, claro, concertos, ganha também o prémio para o site mais original - experimentem clicar por lá e vão perceber porquê.

[caption]Bons Sons[/caption]

A música faz-se com a participação de Dead Combo, B-Fachada, Lula Pena, Terrakota, Dazkarieh ou Fausto, por exemplo, e em vários locais da localidade. O preço dos bilhetes é outra das boas notícias: 6 euros para um dia ou 10 para os três, e inclui campismo em qualquer dos casos.

[caption]Ordo Rosarius Equilibrio[/caption]

A lista de hoje termina com o festival Entremuralhas, que acontece em Leiria, em comemoração do aniversário de um outro, o Fade In.

Dedicado à música gótica e com um cenário "à altura", vai levar ao Castelo da cidade bandas como Ataraxia, Ordo Rosarius Equilibrio, Covenant, Project Pitchfork ou Ahsram - que (apressem-se os interessados!) muito provavelmente serão capazes de esgotar os dois dias de festival (27 e 28) e os 700 lugares de lotação do espaço.

As entradas custam 25 ou 40 euros, consoante se queira ver folhos o fim-de-semana inteiro ou só numa das noites.

Nota de Redacção:O artigo foi corrigido na referência à nacionalidade de Mazgani e à designação de uma das participações no Marés Vivas.

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