Quais os melhores três jogos para PlayStation 2? Foi mais ou menos isso que a Sony perguntou a alguns especialistas no tema, em jeito de celebração do décimo aniversário da segunda geração da consola de entretenimento doméstico da marca, que foi comemorado esta semana.

Programadores e jornalistas de meios especializados foram convidados a partilhar com o mundo as suas preferências numa extensa lista que inclui mais de 30 títulos "aprovados" por quem percebe do assunto.

Os Top 3 de cada um dos entrevistados podem ser consultados num artigo publicado no blog oficial da PlayStation, do qual fazemos uma pequena selecção dos clássicos que parecem reunir maior consenso, atendendo à frequência com que são incluídos entre as preferências dos inquiridos.

Um dos títulos mais vezes referidos pelos ilustres convidados, onde se contam editores da Ars Technica, IGN, Bitmob ou Game Spot, é o Grand Theft Auto, um título sobejamente conhecido do público português, que entra na lista dos "preferidos" com três edições: Vice City, San Andreas e GTA III, destacando-se este como o que mais vezes colhe os favores dos críticos de serviço.

[caption]GTA III[/caption]

Lançado em 2001, GTA III é o primeiro da série da RockStar Games a contar com gráficos a três dimensões, o que talvez tenha colaborado para que marcasse os adeptos. O título de acção e aventura, que reúne elementos próprios dos jogos de corridas e dos de tiro na terceira pessoa, foi classificado, pelo director criativo da Disney Interactive Studios, Warren Spector, como "pioneiro" na aplicação da ideia de que os videojogos devem ser concebidos de forma a tirar tanto ou mais partido da criatividade de quem os vai jogar como de quem os criou.

Outros dos videojogos para PlayStation 2 que provou ter ficado no coração de muitos é o Katamri Damacy, um jogo da japonesa Namco Bandai, onde o utilizador, basicamente tem de fazer rolar uma espécie de bola adesiva (a katamari) para ajudar o príncipe que protagoniza o jogo a reconstruir as estrelas, constelações e luas, do seu pai, o rei do Cosmos.

O conceito, simples mas eficiente, foi elevado a culto, como provam os muitos vídeos (e declarações de apreço) online, e uma longa lista de fãs do "genérico" do jogo e da banda sonora, que levou à sua reprodução vezes sem conta em serviços como o YouTube. Entre os convidados da Sony, o título também convence, principalmente Tim Schafer, o presidente e CEO dos estúdios Double Fine, que no seu Top 3 incluiu dois jogos Katamari (Damacy e We Love Katamari), pela sua capacidade de o transportarem para um "mundo louco do qual nunca quer sair". "Crescer do tamanho de um rato ao tamanho de um planeta é incrivelmente satisfatório" para si, afirma Tim.

Um dos exemplos mais consensuais da lista de hoje será, sem dúvida, Ico, um título de acção e aventura desenvolvido pela própria Sony Computer Entertainment, em 2001, em redor da tradicional história do rapaz que conhece uma rapariga pela qual se apaixona e que terá de salvar das garras do mal… mas para isso terá também de resolver diversos puzzles.

Entre os adeptos do jogo são destacadas as inovações ao nível do design e história, o que lhe valeu prémios e a classificação em alguns meios como uma "verdadeira obra de arte". "Ico é a demonstração de que os jogos podem provocar sensações como empatia", o que associado a um verdadeiros "sentido de poesia" e a "um fim inesquecível fazem deste jogo um must, mesmo nos dias que correm", afirma co-CEO da Quantic Dream, David Cage.

Na sequência de Ico, explorando o mesmo conceito, e pelas mãos da mesma equipa, foi concebido Shadow of the Colossus, que chegou ao mercado quatro anos depois, em 2005, e entra várias vezes nas listas dos profissionais da área que analisamos. De tal maneira que houve quem referisse que era tão óbvia a sua inclusão na lista que esteve quase para não referi-lo sequer, como afirmou Bem Juchera, editor de jogos da Ars Technica, que o classificou como o primeiro jogo que lhe veio à memória quando lhe pediram para escolher os três melhores títulos para a PS2.

Tal como Ico, Shadow of the Colossus foi bastante aclamado, não só pela história e jogabilidade, mas pela parte gráfica e pela banda sonora, que lhe valeram vários prémios e boas classificações em sites da especialidade.

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No mesmo ano era lançado outro dos campeões das preferências dos profissionais consultados: God of War. O jogo de acção-aventura baseado na mitologia grega também saiu das "fábricas" da Sony Computer Entertainment e seria o primeiro de uma saga que segue as aventuras do protagonista Kratos na sua busca pela vingança.

No primeiro jogo da série, o guerreiro tem de impedir o deus da guerra, Ares, de destruir a cidade de Atenas, precisando para isso de encontrar a Caixa de Pandora. Segundo Ed Boon, o director criativo da NetherRealm Studios (actualmente a trabalhar no Mortal Kombat), God of War tem mais "raiva, personalidade e brutalidade em estado puro que qualquer jogo alguma vez lançado para a PS". Quem somos nós para discordar?

Tal como avisámos, a sugestão do TeK apenas passa em revista algumas das propostas dos especialistas contactados pela Sony. A selecção é longa e inclui, por exemplo, referências a títulos como Final Fantasy XI, Resident Evil 4, Silent Hill 2, Guitar Hero, Metal Gear Solid 3, Tony Hawks Pro Skater 3, Persona 3, SSX e SSX3, Okami, Way of the Samurai ou Devil May Cry.

Na eclética lista marcam ainda presença jogos de corridas, como o Gran Turismo 3 e o Burnout 3: Takedown, com cujo trailer vos deixamos em jeito de arranque para o fim-de-semana, porque, como diria o director técnico da Media Molecule (de onde vem o LittleBigPlanet), é capaz de nos fazer sentir "incríveis e capta de forma brilhante a sensação de velocidade - mesmo para quem seja péssimo em jogos de corridas". Serão precisos mais argumentos?

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