O Reino Unido tem sido a cara de uma luta feroz que está a ser travada contra os conteúdos para adultos na Internet e no armazenamento de ficheiros ilegais, como pornografia infantil e cenas de violação.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, está a preparar um conjunto de medidas que vai dificultar a vida aos empreendedores da indústria XXX já que a pornografia vai ser barrada por definição pelos operadores de Internet do Reino Unido. A única forma de poder ver conteúdos para adultos vai ser através de uma comunicação eletrónica ao ISP a dizer que permite conteúdos pornográficos naquele computador quando ligado à Internet.

Considerada como um dos motores da grande rede mundial, a pornografia online é um mercado que tem uma forte presença em publicidades e banners dentro de milhões de páginas de Internet. Quer isto dizer que rapidamente se pode ver um conteúdo para adultos a apenas alguns cliques de distância da página original onde começou a utilização.

Há quem goste e há quem não goste. Depois de esclarecido este ponto sobre a pornografia online, o TeK enumera agora algumas soluções que podem ser adotadas pelos utilizadores por forma a manterem os dispositivos da casa como "usáveis" por todos os membros, sem o receio de que as crianças possam tropeçar em conteúdos para adultos.

O controlo e a educação que cada um escolhe é uma decisão pessoal, mas os efeitos que os conteúdos podem ter em determinadas situações podem resultar em repercussões a longo prazo.

Pesquisa anti-pornografia

O Google é o motor de busca por definição em milhares de dispositivos e na Europa tem uma taxa de utilização superior a 90%. A tecnológica responsável pelo serviço disponibiliza uma opção que permite bloquear os conteúdos para adultos dos resultados das pesquisas, tanto em texto como em imagens.

Basta ir às opções do motor de busca durante uma pesquisa e selecionar a opção que permite ligar o SafeSearch (pesquisa segura). Esta opção pode ser bloqueada através da confirmação da palavra-passe da conta Google que está a ser usada e como mostram os seguintes exemplos, os resultados são animadores, além de ser possivelmente a solução mais básica e mais barata para bloquear pornografia de um computador.

[caption]Google SS[/caption]

[caption]Google SS[/caption]

O Bing e o Yahoo! também têm sistemas semelhantes.

O browser como caminho para toda a Internet

Se bloquear o motor de pesquisa não é suficiente, considere a hipótese de bloquear os conteúdos com a ajuda do navegador de Internet.

Esta sugestão está disponível para o Firefox da Mozilla e para o Google Chrome e dá pelo nome de Anti-Porn Pro. O add-on da responsabilidade da Cloudacl funciona à base de tecnologia cloud e tem nas suas listas de conteúdos proibidos mais de oito milhões de sites e muitos mais milhões de páginas Web relacionadas.

[caption]Anti Porn-Pro[/caption]

O Anti-Porn Pro permite iniciar sessão no navegador com recurso a palavra-chave e faz um bloqueio dos resultados dos motores de busca com resultados pornográficos. O plug-in permite adicionar sites à lista de bloqueios de forma manual e permite também adicionar páginas à lista de "sites confiáveis".

A empresa promete que o add-on não condiciona a utilização do navegador e garante que é uma forma segura de deixar as crianças navegarem na Internet.

Ainda no campo dos navegadores, se costuma visitar sites de pornografia online e não quer deixar rastos que sejam facilmente identificáveis pelos jovens que usam o mesmo dispositivo a solução mais simples passa pela utilização dos navegadores de Internet em modo "oculto".

Pornografia longe do telemóvel

Atualmente é preciso também acautelar soluções para os dispositivos móveis. No caso do Windows Phone por exemplo, existe uma opção que permite criar um ambiente dedicado para crianças que é de fácil acesso, mas que tem funcionalidades limitadas. A aplicação Kids Place para Android cumpre o mesmo propósito.

O uso de palavras-passe no ecrã de bloqueio também ajuda a prevenir males maiores e acessos indevidos a conteúdos XXX - e também é sempre uma solução a ter em conta para evitar a compra desmedida de itens de jogo.

Mas existem outras soluções mais "profissionais" como a aplicação Net Nanny para iOS. Quando a app é iniciada o utilizador é convidado a escolher três perfis de utilização: um de proteção alta, outro de proteção média e outro de proteção simples. Em cada um dos três casos a pornografia e os conteúdos para adultos são sempre bloqueados por predefinição, aumentando o nível de precisão consoante a escolha - pode inclusive bloquear imagens em trajes menores como biquínis.

[caption]Net Nanny[/caption]

Para o sistema operativo Android existe a aplicação ParentalFlux, um navegador de Internet que permite definir os níveis dos filtros a serem aplicados na navegação do mesmo.

Proteção todo o terreno

Instalar um antivírus no computador também é uma das soluções mais aconselhadas já que atualmente quase todas as soluções trazem ferramentas de controlo parental. Norton, Kaspersky e AVG são todos programas de antivírus que permitem ter controlo sobre a exibição de conteúdos para adultos e o acesso a sites de pornografia.

Outras soluções menos completas ou open source, como os antispyware e antimalware também acabam por fornecer as mesmas soluções. Como existe a ideia de que os sites de pornografia estão muitas vezes crivados de software malicioso para os computadores - isto acontece sobretudo nas plataformas menos conhecidas e que são encontradas ao acaso -, a maior parte das soluções de segurança permitem filtrar os conteúdos para adultos.

Seja a melhor ferramenta

Todas estas soluções têm a vantagem de serem proibitivas e nenhuma delas permite a função de "espionagem" onde os pais sabem que sites os filhos estão a ver e quando isso está a acontecer - há uma salvaguarda da privacidade alheia.

E por muito que tente proteger os dispositivos de sua casa, lembre-se que noutras casas o controlo pode não chegar aos mesmos níveis e os conteúdos acabam por estar disponíveis, com a agravante da "vingança" pela proibição que os jovens têm em casa.

O conselho último do TeK para os leitores sobre o tema passa por ter uma conversa com os mais novos e explicar o que de bom e mau esses sites podem trazer, tanto para o computador como para a perspetiva que a pessoa pode construir à volta da sua educação sexual.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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