Apesar de, este ano, a Black Friday só se assinalar a 25 de novembro, a “loucura” dos descontos e promoções foi antecipada por várias marcas e lojas. As oportunidades para continuam com a Cyber Monday, a 28 de novembro, e prolongam-se com as ofertas da quadra natalícia. Mas por entre o mar de ofertas também se escondem ameaças e os cibercriminosos aproveitam a época para atacar os consumidores mais desatentos.

De acordo com novos dados avançados pela Kaspersky, o número de ciberataques concebidos para roubar  credenciais bancárias duplicou em 2022, quase superando a marca dos 20 milhões, e, durante esta Black Friday, os cibercriminosos estão a apostar em novas formas de phishing, com esquemas que exploram os serviços Buy Now Pay Later (BNPL). 

Como detalha Olga Svistunova, especialista de segurança da Kaspersky citada em comunicado, a Black Friday é entusiasmante não só para consumidores e retalhistas, "mas também para burlões que pretendem roubar o máximo de dinheiro possível aos clientes apressados". Para a responsável, o esquema detetado pelos investigadores apenas prova que o mundo do cibercrime está sempre prontos para levar a cabo formas de atacar vítimas.

Durante a Black Friday, os consumidores "tornam-se menos vigilantes e são, portanto, um alvo fácil para os cibercriminosos", realça Olga Svistunova. "É por isso que é tão importante prestar atenção a que site comprar, ter cuidado com empresas desconhecidas e utilizar uma solução de segurança fiável".

Para o ajudar a evitar fraudes, o SAPO TEK reuniu um conjunto de recomendações úteis que deve ter em conta não só durante a época da Black Friday, mas também sempre que fizer compras online.

Note que, além dos conselhos específicos que lhe propomos para as compras online, não deve descurar a segurança das suas contas e equipamentos e há medidas importantes que deve também pôr em prática diariamente para se proteger das ameaças crescentes do mundo online.

Clique nas imagens para saber como evitar fraudes e manter a segurança durante a Black Friday 

  • Ofertas imperdíveis a preços inacreditáveis? O melhor é mesmo desconfiar

Desconfiar de tudo o que pareça bom demais para ser verdade é uma das regras de ouro das compras online, sobretudo em épocas como a Black Friday, onde existe uma vasta quantidade de ofertas a circular.

Muitas destas ofertas são especialmente formuladas para fazer com que os consumidores ajam de forma instintiva, sem pensarem duas vezes antes de adicionarem produtos ao carrinho de compras virtual, usando como “isco” alguns dos produtos mais cobiçados.

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É recomendável que pare para analisar com atenção as ofertas com que se depara, verificando se, por exemplo, se o incitam a tomar uma ação imediata. Se encontrar uma proposta com produtos que habitualmente têm preços elevados com grandes descontos é provável que esta seja uma oferta falsa.

Quer verificar se uma oferta vale mesmo a pena? Aproveite os comparadores de preços online, como o do KuantoKusta ou o que está disponível através do website da DECO. Recorde-se que para ajudar os consumidores a fazerem escolhas mais informadas, o KuantoKusta lançou recentemente uma ferramenta que permite ver quanto é que realmente poupam.

  • Mantenha-se atento às mensagens para não ser “pescado”

Seja por email, SMS ou mensagem nas redes sociais: os esquemas de phishing continuam a causar preocupação durante a Black Friday, com os cibercriminosos a fazerem-se passar por marcas conhecidas e a apostarem nas táticas de engenharia social para enganarem os consumidores mais incautos, roubando informação sensível e dinheiro.

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 Para evitar ser “pescado” deve prestar atenção a sinais de alerta como endereços de correio eletrónico, números de telefone e nomes de contas que não correspondem aos das verdadeiras lojas. Mensagens com erros e linguagem fora do comum para uma marca são também motivos para desconfiar.

Não deverá clicar nos links de ofertas suspeitas que lhe chegam pelo email, SMS ou através das redes sociais, muito menos descarregar quaisquer anexos que estas mensagens tenham.

Existem algumas soluções online que o podem ajudar a verificar se um link é seguro, ou não, incluindo a plataforma Este site é seguro?, lançada recentemente pela Deco Proteste.

  • As lojas online que visita são mesmo de confiança? 

É sabido que se deve apenas aceder a lojas online oficiais e de confiança. No entanto, os cibercriminosos recorrem a um vasto conjunto de táticas para imitar websites de lojas oficiais, com páginas falsas que têm um aspecto muito semelhante às originais.

Ao visitar os websites de lojas deve certificar-se de que as páginas em questão seguem o protocolo de segurança e de encriptação de dados, incluindo no URL as letras HTTPS e contando com o ícone de um cadeado fechado na barra de pesquisa do browser.

A empresa ou entidade responsável pela loja deve estar claramente identificada, incluindo no website toda a informação que os consumidores necessitam, como nome, morada, contacto telefónico, e-mail e número de contribuinte, assim como dados sobre as políticas de pagamentos, entregas, devoluções e privacidade. Todos estes dados são fundamentais para resolver possíveis conflitos em caso de verificar algum problema com a compra realizada.

Caso tenha dúvidas relativamente à legitimidade de uma loja, sempre pode passar pelo Portal da Queixa, local onde também pode reclamar de situações que podem pôr em causa os seus direitos enquanto consumidor. A Direção Geral do Consumidor (DGC) é outra das entidades a quem pode recorrer, incluindo perante casos de publicidade agressiva ou enganosa.

Para lá dos websites, existem várias lojas que contam já com aplicações mobile. Embora possam facilitar o processo de compra, as apps também podem ser facilmente imitadas por cibercriminosos. Como alerta o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), deve apenas descarregar este tipo de aplicações de lojas digitais oficiais, prestando atenção às permissões requeridas e aos comentários deixados por outros utilizadores.

  • Que método escolher na hora de pagar as compras online?

O método de pagamento escolhido pode fazer a diferença no que respeita à sua segurança. Se o website não seguir o protocolo de segurança e de encriptação de dados (HTTPS) e não disponibilizar métodos de pagamento seguros não prossiga com a compra.

O CNCS relembra que, uma vez que a informação de pagamento pode ser retida e utilizada por outros, é melhor optar por métodos como pagamento multibanco ou à cobrança, cartões temporários ou carteiras digitais.

Deve também manter-se a par do estado da sua conta bancária e verificar se os valores debitados batem certo com os da compra. Tenha em conta que há empresas que cobram  despesas de envio, que podem variar consoante diversos fatores e que fazem com que o preço final seja superior ao esperado, motivo pelo qual deve sempre confirmar o valor total da compra.

Note que, durante o processo de compra, nunca deverá fornecer dados confidenciais ou pessoais. Para a eventualidade de algo correr mal, é recomendável guardar um registo dos diferentes passos da compra, entre emails de confirmação e páginas a que acedeu durante o processo.

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