Falta um mês para o lançamento oficial do xCloud, o serviço de cloud gaming da Microsoft, que vai chegar a diversos mercados internacionais, incluindo Portugal. O serviço promete ter uma palavra a dizer para se destacar entre as diversas propostas disponíveis, ou pelo menos, a dar os primeiros passos, como o Stadia da Google, o GeForce Now da NVidia e claro, o percursor PlayStation Now.

Antecipando o lançamento do serviço, a Microsoft já disponibilizou o acesso beta, que os utilizadores com uma conta ativa do Game Pass Ultimate podem testar. Tudo o que necessita é fazer o download da aplicação Android e fazer a autenticação da sua conta com a subscrição ativa.

Para já só estão disponíveis 10 jogos para teste, mas que servem para dar uma ideia do que se espera deste serviço, que no fundo é um upgrade gratuito ao Game Pass. A lista dos jogos contém Gears 5, Streets of Rage 4, Ori and the Will of Wisps, Forza Horizon 4, Grounde, Bleeding Edge, Crackdown 3, Sea of Thieves, Halo Wars 2 e Gears of War 4. Excetuando o Streets of Rage 4, todos os outros são títulos dos estúdios internos da Microsoft, mas demonstra aberta a ofertas third party.

Para poder jogar em cloud, basta selecionar a opção respetiva de "Jogar", pois a partir da app também poderá dar instruções de download dos títulos para o PC e Xbox One, e esperar alguns segundos para o jogo carregar. Se optar então por jogar no smartphone necessita de ter um comando emparelhado por Bluetooth ao smartphone, seja ele o da Xbox ou o DualShock 4, aquele que usamos para este teste. Para emparelhar o comando da PS4 pode seguir estes passos simples que explicámos num anterior How To TEK.

Um aspeto interessante do xCloud é que funciona de forma simbiótica com toda a arquitetura da biblioteca da Xbox. Ou seja, se optar por escolher um jogo que já o tinha jogado no PC ou consola, terá acesso ao seu progresso e achievements, podendo recomeçar no mesmo local onde ficou. E isso é possível mesmo que já nem sequer tenha o jogo instalado, pois os títulos assumem os ficheiros de save gravados na cloud. Na PlayStation Now também pode recuperar os saves, mas o sistema é manual, desde que os tenha na nuvem e se os transferiu com o serviço Plus subscrito. Na Xbox não precisa fazer nada.

Imagine que está a jogar o Forza Horizon 4, e precisa de amealhar experiência ou completar algumas corridas, mas necessita sair de casa. Jogando na rua em cloud, tudo o que fizer mantém-se a progressão, permitindo depois continuar em casa. E essa arquitetura funciona muito bem.

Obviamente que no papel a ideia do cloud gaming é brilhante. Mas a prova tem de ser dada na prática, e é isso que a Microsoft pretende demonstrar com o seu serviço. E não sendo diferente dos outros, a velocidade das ligações à internet é o aspeto fundamental para tudo funcionar. Dos jogos testados, no geral, a experiência de jogo é satisfatória, sobretudo se tiver uma ligação Wi-Fi rápida, porque através de 4G vai notar alguns soluços adicionais.

A app tem um mostrador que dá informações sobre a força do sinal. Na nossa ligação de 100 MB/s, detetou que era uma rede de 2,4 GHz, aconselhando à mudança para 5 GHz para uma melhor performance. E entende-se a razão. Mesmo ligado ao Wi-fi não deixa de ser estranho as interferências constantes, que impedem de obter uma experiência próxima ao jogo estar instalado no PC. Curiosamente, o input lag até estava quase no ponto, sobretudo nos jogos menos exigentes como o Ori e o Streets of Rage 4, mas complicou com o Gears 5 e o Forza Horizon 4 que são mais complexos.

Embora a resposta dos controlos seja rápida, o input ainda não está no ponto desejável – mais uma vez, a culpa poderá estar na ligação online. Mas pior foi o som, e aí sim é que se nota mais que algo não está bem. Imagine uma estação de rádio de música, quando não está bem sintonizada e existe uma interferência irritante, que obriga a mexer na sintonização. É mais ou menos essa experiência que os nossos ouvidos não deixam escapar, do som constantemente aos cortes durante a transmissão do jogo.

A diferença de um Spotify ou Netflix, é que o jogador dá inputs ao jogo, obrigando a informação a fluir nos dois sentidos, e obrigando que o processo tenha uma latência perto do zero… Mas mesmo no caso das intros dos jogos, que não passa de um filme, mantém-se essa “interferência”, o que não deixa de ser estranho.

A partir de 15 de setembro a Microsoft lança a versão final do serviço que não terá de pagar se já é subscritor do Game Pass Ultimate. De recordar que o serviço permite aceder a mais de uma centena de jogos. O serviço tem um valor de 12 euros por mês e ainda inclui o Live Gold, que permite jogar online os jogos com suporte multijogador.

O How To TeK é uma nova rubrica do SAPO TeK que pretende ajudar todos os utilizadores em tarefas simples (mas que parecem complexas) na utilização de computadores e telemóveis. Se tiver sugestões de truques que quer ver esclarecidos envie um email para geral@tek.sapo.pt.

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