
A inteligência artificial está à nossa volta, utilizada para ajudar a gerar texto, imagens e vídeo, entre muitas outras funcionalidades. As gigantes tecnológicas continuam a introduzir a IA nas suas aplicações, de forma a otimizá-las, mas sobretudo, continuam à procura de formas de rentabilizar as suas soluções.
A mais recente novidade da Meta é a introdução do seu assistente de inteligência artificial, "alimentado" pelo Llama 3.2, na plataforma de mensagens WhatsApp, mas também no Messenger e no Instagram.
No WhatsApp é possível encontrar o assistente sob o formato de um círculo azul colocado no campo inferior direito. No Messenger e na secção de mensagens diretas do Instagram, o Meta AI está disponível na barra de pesquisa. A Meta refere que se trata de um serviço opcional que usa modelos de Ia para fornecer respostas.
Clique nas imagens para ver a integração nas diferentes plataformas
Para quem está com dúvidas sobre as questões de privacidade, a Meta diz que apenas pode ler respostas que sejam enviadas para a mesma, não acedendo a conversas pessoais, estando estas encriptadas ponto-a-ponto. “Não partilhe informações, incluindo tópicos sensíveis, sobre si ou sobre pessoas que não pretende que a IA use e armazene”, lê-se no pequeno comunicado. Acrescenta ainda que as interações com a IA não vão ser utilizadas para melhorar a IA da Meta.

A questão é que muitos utilizadores não querem utilizar as ferramentas de IA e para o caso de estar à procura de uma forma para desligar o sistema, as más notícias é que não pode. Trata-se de uma funcionalidade adicionada de raiz ao WhatsApp, o que significa que o círculo azul está ali para ficar.
A Meta AI pode ser usado para fazer perguntas, gerar conteúdos ou aceder a informação da internet. Segundo declarações de analistas de privacidade à Forbes, mesmo que à partida a privacidade dos utilizadores não esteja em causa, todas as questões e interações continuam a ser obviamente monitorizadas e processadas pela inteligência artificial da Meta.
Isto quer dizer que embora a empresa de Mark Zuckerberg não leia mensagens, poderá ter acesso aos metadados, nomeadamente com quem comunica, quando, e por quanto tempo. Mas mais importante, é perceber que quando diz: “A Meta só pode ler as mensagens que as pessoas partilham com a mesma”, isso quer dizer que ao interagir com o modelo, estes dados podem ser guardados, analisados e utilizados para treinar os modelos, caso os utilizadores mantenham as devidas autorizações à Meta. Os analistas dizem que isto abre um novo vetor de exposição.
O SAPO TEK explica como pode consultar os seus dados e como estes estão registados no Facebook. As diversas opções permitem ter maior controlo daquilo que partilha com o Meta e pode alterar as autorizações.
Apesar de não poder desligar o Meta AI, caso tenha receios sobre as questões de privacidade, existem algumas ações que pode fazer:
- Evite simplesmente carregar no botão azul e interagir com o Meta AI e durante as conversas não faça a menção ao @meta ai para não o “invocar”.
- Ajuste as definições de privacidade para limitar a quantidade de dados que é partilhada com a IA da Meta.
- Os especialistas apontam que caso tenha maiores receios, para a troca de mensagens sensíveis deverá utilizar outras aplicações de mensagens, como o Signal, que não oferece integração de IA.
O How To TeK é a rubrica do SAPO TeK que pretende ajudar todos os utilizadores em tarefas simples (mas que parecem complexas) na utilização de computadores e telemóveis. Se tiver sugestões de truques que quer ver esclarecidos envie um email para geral@tek.sapo.pt.
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