A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) pediu uma providência cautelar contra a Uber e o Tribunal de Lisboa aceitou-a no dia 28 de abril. Na decisão era referido que os operadores de telecomunicações deviam bloquear o acesso ao site e à aplicação da subsidiária portuguesa da Uber, mas só agora é que se sentem os primeiros efeitos práticos.

A NOS foi a primeira operadora a avançar com o bloqueio, mas para já apenas efetivo na página online. Num comentário oficial, a empresa refere que “cumpriu escrupulosamente as instruções do tribunal para bloquear o site da Uber”.

A PT Portugal, dona do Meo, através de fonte oficial, também confirmou ao TeK que “recebeu a ordem judicial enviada aos operadores e que a cumprirá”.

Do lado da Vodafone Portugal há a confirmação do "cumprimento das instruções do tribunal para bloquear o site da Uber".

O TeK contactou também a Cabovisão que até ao momento da publicação do artigo ainda não tinha respondido.

Em reação à entrada em vigor do bloqueio das operadoras a Uber salienta que “por conseguinte [após a decisão judicial de 28 de abril], é possível que o site da Uber não esteja acessível em algumas redes”, mas que isso não afetará a disponibilização do serviço em Lisboa e no Porto.

“A Uber lamenta o inconveniente e espera uma decisão judicial tão brevemente quanto possível de forma a servir os seus parceiros e utilizadores em Portugal da melhor forma”, lê-se na resposta enviada.

Recorda-se que a Uber já apresentou defesa contra a providência cautelar decretada pelo Tribunal de Lisboa e garante que vai continuar a operar os serviços em Portugal. No entanto a "luta" contra a ANTRAL promete alongar-se já que o presidente da associação, Florêncio de Almeida, confirmou que o objetivo passa por processar o responsável da Uber Portugal.

Rui da Rocha Ferreira

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