O WhatsApp admitiu a existência de uma vulnerabilidade de cibersegurança no seu sistema que permitiu a instalação de spyware em smartphones, através de chamadas de voz. O código malicioso infetou dispositivos iPhone e Android, tendo sido transmitido quer o utilizador atendesse ou não a chamada realizada.

Em declarações ao Financial Times, um representante do WhatsApp afirmou que as características do ataque sugerem ter sido realizado por “uma empresa privada que colabora com governos na distribuição de spyware que controla o sistema operativo do telemóvel”. Embora a fonte não revele o nome da empresa privada, a CNN adianta que se trata da NSO Group, uma tecnológica israelita que desenvolveu recentemente um poderoso malware concebido para espiar as suas vítimas.

A NSO nega qualquer envolvimento na operação, acrescentando que a sua tecnologia foi licenciada para agências governamentais “com o único propósito de combater o crime e o terror", sendo essas agências a determinar o modo como a tecnologia é utilizada.

Entretanto, o WhatsApp anunciou que a vulnerabilidade já foi corrigida, tendo lançado uma versão atualizada da app no dia 13 de maio. Por precaução, o WhatsApp aconselha os utilizadores a “instalar a versão mais recente da aplicação, além de manter o sistema operativo do telemóvel atualizado, de forma a se protegerem de possíveis ataques destinados a comprometer informações armazenadas em dispositivos móveis”.

Para atualizar o WhatsApp basta acompanhar os passos que lhe indicamos de seguida. Num dispositivo Android: abrir a “Play Store”, clicar nas três linhas que se encontram no canto superior esquerdo do ecrã, selecionar “As minhas apps & jogos” e selecionar a opção “Atualizar” que se encontra em frente ao WhatsApp. Para dispositivos iPhone: abrir a App Store, selecionar atualizações, de seguida selecionar “WhatsApp” e atualizar.

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