Se tivesse havido Mobile World Conferrence em 2020 o protótipo de smartphone da TCL que enrola o ecrã teria sido provavelmente "estrela de cartaz" mas o cancelamento da feira de Barcelona baralhou todos os planos das tecnológicas e fez com que também a marca chinesa adiasse a divulgação de mais informação sobre os seus novos "foldable". Esta é uma área onde a empresa quer estar, e onde detém competências quase únicas, que resultam do seu trabalho na área de ecrãs, mas Stefan Streit explicou, em entrevista ao SAPO TEK, que a TCL só vai avançar quando o conceito estiver mais maduro.

Já no MWC 2019 e depois na IFA 2019 o SAPO TEK tinha experimentado alguns dos conceitos de smartphones com ecrã flexível da TCL, e como é natural, a engenharia e desenvolvimento dos produtos continua a evoluir, até porque a empresa tem mais de uma dezena de protótipos que está a desenvolver.

O conceito tri-fold é um dos mais interessantes, com um formato inovador que tira partido de um display flexível e dinâmico que foi desenvolvido com a TCL-CSOT, mas o sistema que enrola o ecrã, e que usa tecnologia AMOLED flexível, é mais disruptivo, tem a primazia em termos de anúncio e traz consigo o potencial para se tornar um modelo a aplicar.

Nenhum dos conceitos tem para já um nome comercial, mas a TCL explica que a forma como os ecrãs curvam e se enrolam, e as próprias dobradiças, ainda têm que evoluir, mas que tiram partido de tecnologia que está a ser desenvolvida na empresa e que vão ajudar a reimaginar o futuro dos dispositivos móveis.

No smartphone enrolável a TCL usa tecnologia AMOLED flexível, conseguindo um equipamento que "estica" o ecrã, usando motores internos que permitem passar facilmente de 6,75 mm para 7,8 mm de display, bastando carregar num botão. A experiência de utilização será mais próxima de um tablet, com a possibilidade de ter várias janelas ativas e multitasking.

A TCL garante que não há vincos ou rugas que têm sido identificadas como um dos problemas dos sobráveis, mas este é ainda um protótipo e os vários contactos de jornalistas têm sido sempre necessariamente breves.

A empresa não está ainda a avançar com datas de comercialização nem com preços, mesmo para o tri-fold, o modelo de smartphone que dobra em três e que já tinha sido antecipado no ano passado. Este mostra claramente que o conceito dobrável pode ser aplicado a equipamentos maiores do que um smartphone, criando uma nova categoria e aplicando a tecnologia de dobradiças DragonHinge e ButterflyHinge.

Desta forma é possível transformar um ecrã de 6,65 polegadas num display de 10 polegadas e com um rácio de 20,8:9, com resolução 3K. É o primeiro equipamento com duas dobradiças, que funcionam e que mostram um intervalo mínimo entre os ecrãs.

Também este modelo não tem ainda data para chegar ao mercado, nem preço, mas Stefan Streit promete para o primeiro semestre do próximo ano novidades à venda no mercado.

O problema será o preço. Com smartphones dobráveis a custarem perto de 2.500 euros, como o Mate XS da Huawei ou o Samsung Galaxy Fold, a TCL quer garantir que a tecnologia é mais acessível e aponta para os 1.000 euros. E para isso é preciso dar alguns passos na massificação e produtização dos ecrãs flexíveis.

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