Ainda antes de acabar 2020 a Xiaomi apresentou um novo modelo topo de gama, nada mais que o sucessor do Mi 10. O Mi 11 é o primeiro smartphone do mundo a ser equipado com o novo processador Snapdragon 888 e chega ao mercado chinês no primeiro dia de 2021, a um preço que não chega aos 650 dólares. A imprensa internacional dá conta de um modelo único, com funcionalidades premium, invés de uma versão standard e variações Pro. O smartphone apresenta-se em três cores: branco, azul e preto, acompanhado de capas em pele vegan com tons distintos (Smoke Purple e Khaki).

De considerar que para além do Snapdragon 888, que será o principal SoC dos smartphones de topo a serem lançados no próximo ano, o equipamento tem diferentes versões: A versão mais barata é de 612 dólares para a configuração de 8/128 GB de RAM e armazenamento interno, 657 dólares para 128/256 GB e 719 para 12/256 GB, todas elas com memórias RAM LPDDR5. O fabricante aposta ainda num novo sistema de refrigeração baseado em “vapor chamber”, como temos visto em modelos sobretudo ligados ao gaming.

O smartphone tem um ecrã OLED de 6,81 polegadas, com uma resolução de 3.200x1.440. Conte ainda com uma taxa de refrescamento de 120 Hz e uma resposta háptica de 240 Hz, quando comparado com a gama Mi 10 limitada a 90 Hz. Ainda no que diz respeito ao ecrã, o equipamento tem uma iluminação de 1.500 nits e está protegido por Gorilla Glass Victus, que aumenta a proteção em quedas até dois metros e duplica a resistência aos incómodos riscos.

A Xiaomi afirma que o novo modelo bateu 13 recordes nos testes da DisplayMate, sendo considerado atualmente o smartphone com o melhor ecrã do mercado. Entre os recordes constam o pico de brilho em ecrãs OLED, o contraste, o realismo de cores e os reflexos. De salientar as curvaturas das suas extremidades, prometendo ser mais fino e leve que o anterior modelo. Este pesa 196 gramas e tem 8,06 mm de espessura.

Utilizador escolhe smartphone com ou sem carregador. Tudo ao mesmo preço

Para alimentar o smartphone, a Xiaomi introduziu uma bateria de 4,600 mAh, suportada pelo sistema Mi Charge Turbo System, prometendo carregar totalmente em 45 minutos graças ao sistema de 55W via cabo. Também suporta carregamento sem fios, num sistema de 50W, demorando um pouco mais, 53 minutos até ter a sua carga completa. E caso necessite de carregar outros equipamentos ou acessórios, também pode utilizar o sistema de carregamento inverso, neste caso mais lento, a 10W.

Lembre-se, no entanto, que na caixa não consta o carregador de energia. A justificação apresentada está em linha com a razão dada pela Apple para a tomada desta decisão. A empresa defende que a maioria dos consumidores já tem outros carregadores na sua posse e que isso torna possível a comercialização de aparelhos mais sustentáveis. A fabricante também vai poupar materiais na produção de embalagens e espaço no processo de distribuição.

No entanto, a marca referiu que não pretende ser radical e vai oferecer duas versões do Mi 11, uma apenas com o smartphone, a chamada versão OEM; e outra num bundle que inclui o smartphone e um carregador em separado de 55W. E como inventivo às decisões ecológicas, ambas as versões são disponibilizadas ao mesmo preço, ficando do lado dos consumidores a decisão se necessitam ou não do carregador. Informação prestada por um representante da marca à Android Authority.

Ainda no que diz respeito às especificações, o novo Xiaomi Mi 11 apresenta um conjunto de 3 câmaras, salientando-se o sensor principal de 108 MP, acompanhado de uma ultra grande angular de 13 MP e uma lente macro para telefoto de 5 MP. Será possível gravar vídeo a 8K, assim como captar imagens noturnas ou em baixas condições de iluminação com o modo Night Video. Já a câmara de selfie é de 20 MP, utilizando um sistema de punch hole no ecrã do smartphone.

Há também algumas novidades a nível do software. O novo Mi 11 estreia o MIUI 12.5, que inclui opções para a criação de wallpapers temáticos, assim como 125 sons de notificações baseados em animais. A fabricante otimizou o seu sistema operativo, baseado em Android, para reduzir a utilização de memória e consumo nestes elementos multimédia. Há ainda novidades ao nível da privacidade, tais como o impedimento das aplicações acederem indevidamente ao clipboard ou às unidades de armazenamento.

Indo de encontro a soluções oferecidas pela Huawei e Asus, a Xiaomi apresentou o MIUI Plus, numa versão beta, que permite a comunicação entre diferentes equipamentos com Android e Windows. Poderá assim integrar o smartphone na produtividade, permitindo abrir aplicações mobile ou receber notificações diretamente no computador. Através do PC poderá também gerir os ficheiros do smartphone.

Os mimos tecnológicos não se ficam por aqui. Conforme é descrito, o smartphone oferece colunas stereo da Harman Kardon. Utiliza Bluetooth 5.2 nas comunicações sem fio, assim como Wi-fi 6E, NFC e infravermelhos. O sistema de autenticação biométrica de impressões digitais, colocada debaixo do ecrã, tem ainda a capacidade de medir o ritmo cardíaco dos utilizadores.

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