Esta quinta-feira surgia a notícia de que várias aplicações populares para iOS gravam aquilo que os utilizadores fazem a partir do ecrã do seu smartphone ou tablet, sem qualquer aviso nem pedido prévio de autorização. Umas horas depois a Apple reagia.

Citada pelo TechCrunch, que ontem revelou a situação, a marca da maçã sublinha que proteger a privacidade do utilizador é “fundamental” no seu ecossistema e relembra que é necessária autorização explícita para registar a atividade dos utilizadores. "Notificámos os programadores que estão a violar estes termos e diretrizes de privacidade  e tomaremos medidas imediatas, se necessário", acrescentou o porta-voz.

Há aplicações no iPhone a gravar o ecrã sem avisar o utilizador
Há aplicações no iPhone a gravar o ecrã sem avisar o utilizador
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Air Canada, Abercrombie & Fitch, Singapore Airlines, Expedia, Hotels.com estão entre as aplicações que, segundo a investigação, utilizam software de analítica de uma empresa chamada Glassbox. O serviço oferece uma espécie de “repetição de sessão”, que não é mais que uma gravação a mostrar exatamente o que os utilizadores estão a fazer. Cada toque, uso de botão ou texto escrito no teclado é gravado e enviado para os produtores da app.

O principal objetivo é compreender os hábitos e as dificuldades de utilização, para melhorar a experiência de navegação, sendo que o processo é configurado para impedir a recolha de dados sensíveis, tais como números de cartão de crédito, mas isso nem sempre é eficaz.

A publicação explica que, embora as empresas só tenham acesso aos registos da atividade que acontece nas suas aplicações, existe um potencial de roubo de informação, através de software que intercepta os dados.

“A sua aplicação usa um software de análise para recolher e enviar dados de utilizadores ou dispositivos a terceiros sem o consentimento do utilizador. As aplicações devem solicitar o consentimento explícito do utilizador e apresentar uma indicação visual clara ao gravar, registar ou fazer um registo da atividade do utilizador ”, refere a Apple no email de aviso.

A gigante tecnológica terá dado aos programadores menos de 24 horas para removerem o código. Se isso não acontecer, a aplicação é retirada da App Store.

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