O presidente da Apple justifica desta forma a recusa em respeitar a ordem dos tribunais norte-americanos em colaborar com o FBI para desbloquear o iPhone utilizado por um dos autores do tiroteio ocorrido em San Bernardino, nos Estados Unidos, que resultou na morte de 14 pessoas.
Na prática, exige-se à Apple que arranje forma de “hackear” o iPhone, desativando o sistema de segurança que leva à eliminação dos dados do telefone se não for introduzido o código correto após o número de tentativas previstas.
Desativando este procedimento, os agentes podem tentar várias combinações até acertarem no código de segurança pessoal do iPhone e acederem à informação que este contém, sem receio de perderem os dados quando inserem combinações erradas.
Para Tim Cook, algo do género seria “um passo sem precedentes que ameaça a segurança dos nossos clientes”, considerando que aquilo que é pedido tem “implicações muito para lá do caso legal em jogo”.
“O governo norte-americano pediu-nos algo que simplesmente não temos e que consideramos demasiado perigoso de criar. Pediu-nos para construir uma backdoor para o iPhone”, refere Tim Cook na carta aberta aos clientes
Para o presidente da Apple, o que está em causa é um pedido à Apple para hackear os seus próprios utilizadores, “colocando em risco décadas de investimento em segurança para protegermos os nossos clientes – incluindo dezenas de milhões de cidadãos norte-americanos – de hackers sofisticados e cibercriminosos”.
“O FBI pode usar diferentes termos para descrever esta ferramenta, mas não se enganem: criar uma versão do iOS que contorne os procedimentos de segurança desta forma seria, inegavelmente, criar uma backdoor. E embora o governo possa assegurar que a utilização estaria limitada a este caso específico, não há forma de garantir tal controlo”, remata.
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