Conhece aquele mito urbano que diz que as baratas seriam uma das poucas criaturas capazes de sobreviver a um apocalipse nuclear? Embora sejam insectos resilientes, a validade da teoria é discutível. Mas será que as baratas poderiam ser realmente úteis para os humanos em caso de um desastre?

Os cientistas do instituto de investigação RIKEN, no Japão, acreditam que, no futuro, baratas “ciborgue” podem ser aliadas das equipas de emergência que estão à procura de sobreviventes por baixo de escombros de difícil acesso.

Recentemente, a equipa demonstrou que é possível equipar estes insectos com “mochilas”, compostas por uma variedade de componentes eletrónicos, permitindo controlar remotamente os seus movimentos.

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Como explicam os investigadores, um dos desafios deste tipo de projetos passa por encontrar uma forma de controlar os movimentos dos animais, algo que requer não só tecnologia específica, mas também baterias que sejam pequenas e recarregáveis.

“Manter a bateria devidamente carregada é fundamental: ninguém quer um conjunto de baratas «ciborgue» fora de controlo”, afirmam. A solução para este problema? Pequenos painéis solares ultrafinos que permitem carregar as baterias continuamente. Para garantir que as “mochilas” se mantêm no local certo, os cientistas recorreram a um sistema de adesivos.

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Na experiência realizada, os investigadores optaram por baratas-de-Madagáscar, uma espécie de maiores dimensões e que não tem asas. A “mochila”, impressa a 3D e à base de um polímero elástico, foi colocada sobre o insecto, ajustando-se à sua forma.

Mesmo com o equipamento às costas, as baratas conseguem movimentar-se, ultrapassar obstáculos e colocar-se na posição certa caso acabem viradas ao contrário. Note-se que há ainda muito trabalho pela frente para tornar o projeto uma realidade. Por exemplo, durante os testes, as baratas nem sempre seguiam as indicações dadas.

Porém, tendo em conta os resultados obtidos, os investigadores esperam que a tecnologia possa ser utilizada noutros tipos de insectos, como escaravelhos e cigarras. Para lá de baratas "ciborgue", os painéis solares desenvolvidos também podem ter aplicações noutras áreas, sobretudo no que respeita a wearables.

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