O E01 é um microcarro elétrico português. Foi concebido por Emanuel Oliveira durante a sua tese de mestrado em Engenharia e Design de Produto da Universidade de Aveiro e o seu autor destaca a estrutura do veículo como principal inovação.

No E01, o chassi e a carroçaria são uma peça única. Uma espécie de exosqueleto cuja ideia foi inspirada nas “cascas” dos crustáceos. Para além disso, este automóvel elétrico foi pensado para ser produzido com o mínimo de recursos possível, olhando à sustentabilidade da sua produção, que é, assumidamente, uma das metas para o projeto.

“Um dos objetivos a longo prazo desta investigação era precisamente a viabilização da mesma [da comercialização]”, revelou Emanuel Oliveira.

Em foco, esteve também o objetivo de criar um carro para a cidade, “desde a possibilidade de transportar quatro pessoas ao rebatimento dos bancos traseiros, permitindo o aumento do espaço destinado ao acondicionamento de carga, todos os aspetos foram pensados para se criar um veículo de caráter utilitário urbano para utilizações em curtas e médias distâncias”, disse o português.

Quanto à possível concorrência, o engenheiro assume que “é forte” no segmento de mercado onde o E01 se insere. No entanto, Emanuel Oliveira considera que, das outras propostas existentes, que vão do Smart Fortwo ao Renault Twizzy e mesmo até aos “mais informalmente conhecidos […] papa-reformas”, todas têm falhas “ora pelo elevado preço, ora por razões de segurança e versatilidade, ou até mesmo por questões estéticas,”

 “Em termos estéticos, a proposta revela-se diferenciada da concorrência dada a sua simplicidade formal, a sensação de segurança e as amplas superfícies vidradas, que modificam por completo não só o aspeto, como ainda o ambiente no interior do veículo”, garantiu.

Sobre a possibilidade de Portugal querer fazer parte da indústria dos automóveis elétricos, o autor disse que seria “necessário investimento financeiro” já que o “know how está assegurado” por investigações como esta.

O Veeco, o primeiro carro elétrico português, pretendia começar a produção este ano e os interessados à data do lançamento esgotaram rapidamente a capacidade de encomendas para 2016.