Antes de avançar com um intervalo temporal para o voo inaugural do Ariane 6, em 2024, a Agência Espacial Europeia (ESA) submeteu o foguetão a um ensaio de larga escala, que serviu para testar a fase inicial do processo - mas deixando os propulsores de fora.

O teste aconteceu no porto espacial europeu na Guiana Francesa e envolveu a tradicional contagem regressiva, a ignição do motor Vulcain 2.1 e o seu funcionamento por mais de sete minutos, que será aproximadamente o tempo real que o lançador levará a chegar ao espaço, quando os voos acontecerem.

O motor entrou em ação pouco depois de uma pequena anomalia ter forçado a uma pausa na sequência automatizada, que levou a contagem regressiva fosse reiniciada, avançou a ESA. O teste continuou até terminarem todas as operações do estágio principal e o motor queimar completamente o combustível disponível.

No total, o motor Vulcain 2.1 queimou quase 150 toneladas de combustível fornecido pelos tanques do estágio central do Ariane 6 – oxigénio líquido e hidrogénio líquido –  arrefecidos a temperaturas abaixo de -250°C.

Todo o processo foi gravado em vídeo, num registo que a ESA resumiu num timelapse. 

Além de serem uma base de informação essencial, os dados do teste também serviram para que a ESA, a fabricante ArianeGroup e o CNES decidissem avançar com um intervalo temporal para o voo inaugural do Ariane 6, que deverá acontecer entre 15 de junho e 31 de julho de 2024.

A data exata do lançamento só será conhecida, provavelmente, no próximo mês de março ou abril. Antes o foguetão ainda será sujeito a mais dois testes.

Recorde-se que o modelo anterior do foguetão, o Ariane 5, voou pela última vez em julho. Mais de 25 anos depois da “explosiva” estreia, o Ariane 5 fez 117 missões. Completando o voo com sucesso, o foguetão deixou em órbita dois satélites militares: um francês e outro alemão, a cerca de 36 mil quilómetros da Terra.

Clique nas imagens do lançamento da última missão do Ariane 5 para mais detalhe

Já o foguetão Vega C, de menor porte, continua em terra após uma falha em dezembro do ano passado. O foguetão desapareceu pouco tempo após a descolagem de Kourou, na Guiana Francesa, com dois satélites Airbus a bordo, naquele que seria o seu primeiro voo comercial.

Inicialmente previsto para 2020, o primeiro voo do Ariane 6, concebido para enfrentar a concorrência da americana Space X, foi adiado diversas vezes devido à pandemia de Covid-19 e a dificuldades de desenvolvimento.

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