A nova “arma” irá aumentar consideravelmente o alcance das experiências com o LHC, nomeadamente obtendo uma maior quantidade de dados na busca de novas descobertas, por exemplo no campo da Saúde e Indústria.

Com 90 metros de largura, o Linac 4 demorou uma década a construir e será sujeito a uma série de testes antes de ser efetivamente ligado ao Grande Colisionador de Hadrões, dentro de dois a três anos.

 

Tecnicamente, a máquina vai alimentar o complexo de aceleradores do CERN com feixes de energia mais alta, permitindo atingir uma luminosidade mais elevada no futuro - a luminosidade indica o número de partículas que colidem num determinado intervalo de tempo.

A ligação ao LHC será feita durante uma paragem técnica prevista para acontecer entre 2019-2020. Este será um primeiro passo do CERN para aumentar a luminosidade geral do LHC em cinco vezes até 2025, e assim obter até 10 vezes mais dados do que acontece atualmente.

O Linac 4 vem substituir o Linac 2, em funcionamento desde 1978. Mesmo com o seu antigo acelerador, o Grande Colisionador de Hadrões já fez descobertas extraordinárias, como a existência do Bosão de Higgs, também conhecido como a Partícula de Deus.