O registo de corpos celestes longínquos não é um acontecimento raro para a comunidade científica que se encarrega de estudar o espaço, mas o feito merece ser especialmente assinalado quando representa um novo recorde de distância face à Terra. E esta segunda-feira assinou-se uma nova marca, depois do telescópio espacial Hubble ter captado imagens da Icarus, uma supergigante azul cuja luz foi emitida quando esta se encontrava a 9 mil milhões de anos luz da Terra, um número que revela uma distância 100 vezes superior à marca máxima anterior.

Um dia o Hubble vai “morrer” mas por enquanto continua a ter muito para mostrar
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A captação foi possível graças a um efeito de lente gravitacional raro, que ampliou a intensidade da luz emitida pela estrela cerca de 2.000 vezes.

Os astrónomos responsáveis pela descoberta já observavam o cluster (grupo de estrelas) a que a estrela pertence desde 2014 e suspeitavam da existência da Icarus desde 2016, quando avistaram um ponto de luz intermitente.

A distância a que a luz foi emitida significa também que a estrela já se transformou, entretanto, num buraco negro ou numa estrela de neutrões - nome que se dá ao núcleo colapsado de uma estrela.

A descoberta abre um precedente para futuras investigações, uma vez que confirma a possibilidade de observação de corpos celestes menos brilhantes a distâncias com esta amplitude.

O telescópio Hubble está há 28 anos no ativo e já contribuiu para grandes descobertas. Na altura em que se assinalaram os 25 anos de "serviço" foi lançado um site que reúne as melhores imagens captadas, algumas das quais reproduzimos na galeria abaixo. É só clicar nas imagens para poder ver em detalhe.

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