Apenas quatro meses após o “grande salto para a humanidade” com a Apollo 11, a NASA repetia o feito histórico enviando à Lua a missão Apollo 12. Depois de Neil Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin foi a vez de Charles “Pete” Conrad e Alan L. Bean deixarem as suas pegadas na superfície lunar, atestando que a NASA estava na rota certa da exploração espacial.

Embora tenha sido bem-sucedida, a missão Apollo 12 começou com um valente susto, já que quarenta segundos após o lançamento, a 14 de novembro de 1969, o foguetão Saturno V foi atingido por um relâmpago, duas vezes seguidas.

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O sucedido afetou alguns instrumentos, mas nada que não tivesse sido solucionado na altura ou que colocasse em risco a missão e os seus tripulantes.

A Apollo 12 alunava a 19 de novembro de 1969 no "Oceano das Tormentas" e acabou por passar mais tempo no satélite natural do que a sua antecessora Apollo 11. Durante as 31,5 horas de permanência os dois astronautas fizeram duas caminhadas.

A tripulação também recuperou parte do Surveyor 3, satélite artificial que estava na Lua desde abril de 1967, que depois seria analisado para perceber os efeitos da permanência prolongada no Espaço.

A segunda missão à Lua, contudo, foi necessária para a NASA provar que era possível fazer “pouso de precisão” na superfície lunar. Isto porque a Apollo 11, embora tenha sido um sucesso, ultrapassou o local de alunagem pretendido - no Mar da Tranquilidade - em cerca de 6km.

A Lua só voltaria a ser visitada pelo Homem em 1971, com a Apollo 14. A missão entretanto preparada, a Apollo 13, teve problemas, regressando a Terra sem atingir a órbita lunar uns dias depois de ter sido lançada. A famosa frase “Houston, we have a problem” resultou do fracasso desta missão.

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