Esta semana marca o 10º aniversário do último lançamento dos chamados vaivéns espaciais, veículos que foram utilizados pela NASA para lançar satélites, missões para reparação em órbita e, também, para reabastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS).

Para assinalar a data, a agência norte-americana publicou um vídeo do lançamento da missão STS-135 do Pad 39A no Espaço Kennedy, na Flórida. A bordo do vaivém espacial Atlantis seguiram os astronautas Chris Ferguson, Doug Hurley, Sandy Magnus e Rex Walheim.

“Há 10 anos, a Atlantis emergiu da plataforma de lançamento numa nuvem de fogo e afastou as nuvens altas no seu caminho em direção à Estação Espacial Internacional (ISS) e ao seu lugar na história”, refere a NASA no texto que acompanha o vídeo no YouTube. “A descolagem às 11h29 ET a 8 de julho de 2011 marcou a última vez que um vaivém espacial seria lançado do complexo de lançamento à beira-mar de Kennedy para voar em direção aos céus”.

A missão que colocaria o ponto final a 30 anos da era de vaivéns espaciais da NASA  durou 12 dias e 18 horas e envolveu a entrega de mantimentos e equipamentos para mais de um ano à tripulação da ISS.

O início do programa de “space shuttles” teve início com o lançamento do Columbia, o STS-1, a 12 de abril de 1981. Ao contrário das espaçonaves anteriores da NASA, estes veículos foram projetados apenas para viagens à órbita baixa da Terra. Embora a sua estrutura não “aguentasse” uma viagem à Lua, por exemplo, podiam alcançar entre os 185 a 643 km de altitude, com uma velocidade que podia chegar aos 29 mil km/h.

Nos 30 anos em que esteve ativo, o programa “acolheu” mais de 350 astronautas de 16 países a bordo de um dos seus cinco vaivéns, num total de 135 missões. As três décadas também podem ser traduzidas em mais de 540 milhas percorridas e no transporte de cerca de 2.000 experiências técnicas e científicas, além do contributo para a construção da ISS.

Apesar dos seus muitos sucessos, também houve várias tragédias, como a morte de sete astronautas a bordo do Challenger, em janeiro de 1986, devido à explosão do depósito de combustível externo na altura do lançamento. Em fevereiro de 2003 haveria novamente mais sete mortes a lamentar, desta vez quando o vaivém Columbia se partiu ao entrar na atmosfera terrestre, mesmo no final da missão.

As preocupações com a segurança e os custos crescentes acabariam por levar ao encerramento do programa, com a NASA a ter de esperar quase uma década antes de poder lançar astronautas do solo dos EUA novamente. Tal aconteceu em novembro do ano passado, numa parceria com a SpaceX, que deu “boleia” a quatro astronautas e um bebé Yoda na nave Crew Dragon.

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