Drones com a capacidade de entregar encomendas ou serviços de transporte através de carros autónomos voadores. Eis alguns dos cenários típicos de filmes de ficção científica, mas que já começam a desenhar-se na realidade. A NASA já havia referido no final de 2017 que estava comprometida a explorar o conceito de mobilidade aérea urbana (UAM na sigla inglesa), em serviços controlados por pilotos desde o solo, e com o objetivo de aumentar as operações autónomas.

No seu blog oficial, a agência espacial norte-americana fez uma atualização sobre a sua pesquisa, referindo ter entrada numa nova era de transportes aéreos, comprometendo-se com o governo, indústria e parceiros académicos a trabalhar no objetivo de criar soluções UAM seguras e eficientes. E sejam elas a entrega de pequenos pacotes com drones, aos táxis voadores que transportam passageiros em áreas populacionais, sejam elas aldeias ou cidades desenvolvidas.

A NASA quer manter o papel que tem na indústria da aeronáutica, ou seja, desenvolver ecossistemas de inovações para catapultar a mobilidade aérea urbana. Para tal vai disponibilizar quatro dos seus centros de investigação, localizados na Califórnia, Ohio e Virgínia para suportar diversos projetos e identificar a melhor forma da agência intervir, mas mantendo como principal prioridade a segurança e a redução do ruído.

Através de uma parceria com a FAA, estão a ser investigadas formas seguras de gerir os dispositivos que voam a baixa altitude, para que não interfiram com o sistema de tráfego aéreo. A NASA já havia conduzido um projeto relacionado com a gestão de tráfego para aparelhos não tripulados, em que pequenos drones voaram com sucesso sob diferentes condições. Essa experiência servirá como ferramenta de base para que os investigadores ligados à UAM possam desenvolver novas soluções para o controlo de tráfego aéreo.

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Outra área onde a NASA está a “emprestar” a sua experiência é no desenvolvimento e pesquisa dos sistemas elétricos de propulsão. Devido às questões geográficas das zonas urbanas, a prioridade vai para os sistemas que permitam os aparelhos levantar voo e aterrar de forma vertical, mas com a capacidade de emissões reduzidas quase a zero. Para tal a aposta vai para veículos híbridos-elétricos ou totalmente elétricos, e nesse sentido, a NASA disponibilizou à comunidade os documentos técnicos do projeto X-57 Maxwell, o seu avião totalmente alimentado por eletricidade.

A NASA conclui a atualização com o convite a todos os parceiros que queiram investir na mobilidade aérea urbana. São necessários especialistas nas mais diversas áreas, sobretudo naquelas onde a agência não tem tanta experiência.

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