Ainda antes do arranque oficial do Consumer Electronic Show a Nvidia revelou as suas principais novidades para este ano, onde se inclui uma nova consola portátil que promete levar a performance de um PC de alto desempenho para um gadget portátil.



O dispositivo ainda não tem data de lançamento oficial, ou preço, embora a C|Net cite um porta-voz da empresa, dizendo que o lançamento daquele que para já é conhecido como projeto Shield será concretizado no segundo trimestre do ano.



A Nvidia explicou entretanto que o seu objetivo é dar portabilidade a experiências de jogo mais exigentes, deixando de limitar os movimentos a quem procura muita performance e para isso tem de usar um desktop; ou de obrigar quem escolhe a mobilidade, usando um dispositivo Android por exemplo, a sacrificar alguns aspetos.



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O dispositivo que a Nvidia está a preparar será algo entre um comando (com ecrã) e uma consola portátil, que pode ser usado sem estar ligado a outros dispositivos, ou ligar-se a um televisor de alta definição para usar o seu ecrã.



Tem conetividade Wi-FI, ligação HDMI, ecrã multitique e suporte para a mais recente versão do Android (Jelly Bean). O processador é o Tegra 4, a linha que marca a aposta da fabricante no segmento dos dispositivos móveis, onde concorre sobretudo com a Qualcomm.

Nesta quarta geração, apresentada ontem, o Tegra 4 tem quatro núcleos e segundo a Nvidia é o processador móvel mais rápido do mundo. Face ao antecessor, o Tegra 3, a capacidade de processamento foi multiplicada por seis. Em termos de eficiência, a nova plataforma também introduz melhorias embora mais ligeiras, mantendo a mesma arquitetura e um quinto core para gerir o consumo energético.


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Sem produto ainda para experimentar, as opiniões de quem assistiu à apresentação e dos próprios especialistas do sector divide-se, entre os que consideram que a Nvidia está a pisar um terreno onde dificilmente terá sucesso.

Embora o hardware não seja uma novidade para a empresa, esta centra esforços no fabrico de processadores e tem entre os clientes fabricantes de dispositivos de jogos que podem não gostar da investida.


Outras opiniões, no entanto, consideram normal a decisão estratégica da Nvidia que está a seguir a mesma abordagem vertical do mercado que outras empresas também têm adotado, como a Microsoft com o Surface, por exemplo.

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A consola portátil da Nvidia vai correr jogos para PC (ligação via wireless) e Android (que já é uma forte aposta da marca) e garantir acesso a conteúdos cloud em streaming.


Note-se que a Nvidia já assegura hoje uma oferta própria de jogos, como forma de promover a linha Tegra.



Os conteúdos disponíveis na TegraZone pretendem ajudar a tirar partido da performance dos processadores da empresa norte-americana.

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Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira