Poderá ter sido por acaso que a Microsoft escolheu o Dia dos Namorados para começar a vender o seu tablet em mais 13 países, entre os quais se inclui Portugal, mas mesmo que o Surface RT não tenha sido um caso de "amor à primeira vista" o certo é que não tem deixado ninguém indiferente.

Logo no seu lançamento a opção da Microsoft de avançar com uma marca própria, concorrendo diretamente com os seus parceiros, gerou polémica. A LG comunicou logo nos primeiros dias que tencionava abandonar o mercado de tablets e concentrar-se nos smartphones, e uma entrevista ao vice presidente da Acer revela que a fabricante de Taiwan tem também várias críticas a apontar.

E os primeiros números de vendas, abaixo das expetativas iniciais, não foram também auspiciosos. Sobretudo porque o Windows 8 RT foi sempre visto como uma forma de "abanar" o mercado dos tablets e contrariar o domínio que a Apple ainda detém, e que mesmo os modelos Android não estão a conseguir ultrapassar.

O resultado da estratégia ainda está para ser comprovado, com a entrada recente do primeiro Surface Pro nas lojas a contribuir com mais um argumento que a Microsoft espera que ajude a solidificar o sucesso da sua aposta neste mercado.

Mas, mesmo considerando todas estas questões, o novo tablet Surface tem direito a ser avaliado pelos seus argumentos face à concorrência.

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Já passou mais de uma década desde que Bill Gates apresentou, em 2002, a sua primeira ideia de Tablet e há alguns pontos fortes que podem ajudar o Surface a conquistar uma fatia importante das vendas crescentes de tablets.

Ainda sem termos feito um teste à séria do novo tablet que hoje chega às lojas, decidimos destacar 6 dos trunfos do Surface RT. Todos estão abertos a debate, até porque alguns também podem ser considerados desvantagens...

Trunfo 1
Modelo de consumo e modelo profissional

A diferenciação entre um modelo de consumo, baseado num processador ARM, e um modelo mais virado para as necessidades profissionais, com Intel, é um dos trunfos que a Microsoft joga com o Surface. E o objetivo é ter um equipamento que agrade aos responsáveis de TI e seja facilmente integrado nas redes.

O Surface Pro tem mais memória e mais bateria, mas também é mais pesado e mais grosso. E é preciso considerar que outras experiências, de outras fabricantes, com tablets para empresas não foram propriamente um sucesso...

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Trunfo 2
Sistema operativo
Por aquilo que já conseguimos ver - e experimentar - o Windows 8 é um concorrente à altura do iOS e do Android. E o Surface Pro terá a vantagem de conseguir fazer a ponte de familiaridade para os utilizadores do Windows e ao mesmo tempo trazer novas características que são apreciadas na concorrência e até no Windows Phone, com o interface Metro

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A Microsoft não se esqueceu também que o entretenimento é uma das áreas fortes, sobretudo o vídeo, e muniu o Surface de um ecrã HD, de 10,6 polegadas com formato 16:9 widescreen e tecnologia ClearType HD, com luminosidade adaptável.

Agora é preciso dar um maior impulso ao desenvolvimento de aplicações e à integração da música digital para fazer o modelo funcionar tão bem, ou melhor, do que o iTunes da Apple. Porque isso a Google também ainda não conseguiu...

Trunfo 3
O melhor tablet Windows 8 (?)
Será que as dúvidas dos analistas quanto à possibilidade da Microsoft ter "informação privilegiada" sobre a integração entre o Windows 8 e o hardware são razoáveis? É verdade que a empresa podia fazer com que o seu tablet garantisse a melhor integração de sempre com o sistema operativo, mas isso podia minar também, de forma definitiva, a sua relação com os parceiros que produzem tablets baseados em Windows.

Até agora os programas OEM permitem a todos os fabricantes qualificados terem acesso a toda a informação, fazer testes de integração e beneficiar do acesso aos técnicos da Microsoft para resolver todos os problemas, o que tem garantido a evolução de um ecossistema robusto de computadores pessoais.

E os tablets Windows 8 que já passaram pela redação do TeK mostraram-se representantes à altura da qualidade de fabrico dos parceiros da Microsoft e da fluidez desejada do sistema operativo.

Trunfo 4
Design e estrutura
Mesmo na versão profissional, que ainda não tem data para chegar às lojas portuguesas, a Microsoft conseguiu abandonar a aparência "cinzento" que muitos tablets Windows mantinham.

O chassis criado com a tecnologia VaporMg, que combina no processo de fabrico vários materiais - magnésio e outras partículas – para dar um acabamento mais suave e ao mesmo tempo garantir a leveza e resistência, tem um ar atraente, e as cores das capas permitem uma personalização que muitos profissionais já acolhem com agrado.

E o suporte integrado facilita certamente as tarefas que vão além da navegação web ou o uso das aplicações.

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Trunfo 5
Touch Cover
Com uma espessura de 3 milímetros, a Touch Cover é uma das novidades promissoras no Surface. A tecnologia sensível ao toque "pressente" os gestos e garante maior rapidez a escrever do que os teclados no ecrã. Pelo menos é o que diz quem já experimentou.

A ligação entre este teclado e o ecrã é fácil e rápida, usando conectores magnéticos que já encontrámos noutros equipamentos, embora para finalidade diferente.

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Trunfo 6
Preço
A Microsoft garantiu desde o início que o preço de venda a público seria "competitivo". A fixação do valor em 479 euros para o modelo de 32 GB não será a "cartada decisiva" num mercado onde o iPad mais recente custa mais 30 euros (509 euros) na versão de 16 GB, e mais 130 euros (609) euros na versão de 32 GB.

No Surface há ainda que considerar que o preço sobe para os 579 euros se o comprador quiser levar a capa tátil. A versão de 64GB custa 579 euros e com a Touch Cover aumenta para os 679 euros.

Mas antes de fazer conta diretamente ao espaço de armazenamento vale a pena ter em conta a diferença entre a quantidade de armazenamento interno que é publicitada e aquela que está realmente disponível para utilização...

No caso do Surface Pro, nos Estados Unidos a versão de 64 GB tem um preço a rondar os 900 dólares, chegando perto dos mil dólares para o modelo com 128GB...

Agora a prova dos 9 será mesmo feita nas lojas. Em Portugal os tablets podem ser comprados na loja online da Microsoft, na Worten ou na FNAC, mas é natural que nas próximas semanas outros retalhistas se juntem a estes nomes.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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