O Aerospace Safety Advisory Panel (ASAP) da NASA revelou que o incidente registado em dezembro de 2019 com cápsula espacial CST-100 Starliner da Boeing poderia ter assumido contornos desastrosos. O painel de responsáveis deu a conhecer que, além da anomalia no sistema de contagem decrescente que provocou o regresso mais cedo à Terra, um segundo erro de software poderia ter causado um “falhanço catastrófico”.

A revelação surge numa altura em que a Boeing e a NASA estão a analisar os dados da missão. Ao que indicam os responsáveis do ASAP, a segunda falha no software conseguiu ser resolvida enquanto o CST-100 Starliner ainda estava em órbita, avança a Reuters. O erro poderia ter feito com que os propulsores do veículo fossem ativados no processo de descida à Terra, provocando uma aterragem descontrolada.

O “táxi espacial” da Boeing, a qual espera poder transportar missões tripuladas em breve, foi lançado a 20 de dezembro do ano passado pelo foguetão Atlas V para testar a sua capacidade de acoplagem à Estação Espacial Internacional. No entanto, após a separação, os propulsores do CST-100 Starliner não foram ativados e o veículo não conseguiu atingir a altitude necessária para chegar à ISS.

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Os engenheiros a cargo do controlo da missão tentaram resolver a anomalia manualmente, enviando códigos para a sua correção. O erro fez com que o sistema da Starliner assumisse que já tinham sido realizadas as operações necessárias para se colocar na rota correta, provocando um consumo de combustível acima do previsto.

A NASA e a Boeing vão continuar a investigar as causas por trás das falhas no software do sistema do CST-100 Starliner. Não obstante, o ASAP deixou patente a sua preocupação com o rigor dos processos de verificação levados a cabo pela Boeing. A NASA terá também de decidir se a empresa poderá voltar a repetir os testes não tripulados antes de avançar para missões de transporte de astronautas para a ISS.

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Já a Crew Dragon da Space X parece estar a ter mais sucesso nos seus testes. Em janeiro deste ano, a empresa liderada por Elon Musk conseguiu concluir com êxito a prova necessária para conseguir a luz verde da NASA para iniciar as missões tripuladas para a ISS. Em questão estava o sistema de fuga dos astronautas em caso de um incidente.

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