
A campanha de vacinação da população contra a COVID-19 é um processo muito complexo, que tem recebido algumas críticas em locais com maior aglomeração de pessoas, que acabam por esperar horas para serem atendidos. De forma a agilizar o processo, o vice-almirante Gouveia e Melo, coordenador da Task Force encarregue do processo de vacinação, pretende utilizar um sistema simples de senhas eletrónicas, utilizadas através do smartphone.
Em declarações ao Público, a ideia é tirar uma senha através do telemóvel para não ter de se deslocar às filas para ser vacinado. As pessoas poderão escolher tanto o local como a data, assim como a hora precisa para a vacinação através do telemóvel. Dando um exemplo, uma pessoa que deseja ser hoje vacinada, pode consultar um centro onde esteja com um semáforo verde, que quer dizer que não tem atrasos, tira a respetiva senha e aparece à hora marcada.
À RTP, Gouveia e Melo salienta que o sistema de senhas ainda é um desejo, mas sem adiantar datas para a sua implementação, ainda que tivesse avançado agosto, como possível altura para o seu lançamento.
O coordenador chama a atenção de que 9,5 milhões de vacinas já estão atrasadas, cerca de um terço das doses contratadas até ao final do ano. E por isso, o auto agendamento para menores de 23 anos não está para breve, porque ainda existem muitas pessoas para vacinar. Nos primeiros seis meses do ano, chegaram a Portugal menos 4,6 milhões de doses das que estavam inicialmente previstas. Nos mais recentes números, foram administradas mais de 10 milhões de doses de vacinas, estimando-se que 43% da população já terá completado a vacinação.
Apesar dos contratempos, a Task Force mantém o objetivo de ter toda a vacinação completa da população até ao final de setembro, de forma a fazer frente à variante Delta, que já é a que mais infeta em Portugal. Espera-se que chegue até setembro 8,4 milhões de doses de vacinas. Até ao dia 8 de agosto, prevê-se que 70% da população tenha pelo menos uma dose, e cerca de 60% as duas previstas. Gouveia e Melo deseja ainda reduzir o período de seis para três meses, das pessoas que já estiveram infetados, tendo enviado a proposta para Direção Geral de Saúde.
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