Os dias na Estação Espacial Internacional são atarefados e as tripulações que por lá habitam durante meses têm uma agenda preenchida de atividades, que tanto cobrem os testes e experiências com instrumentos que ajudam a otimizar a missão, como avaliam as condições de saúde dos próprios astronautas e os efeitos da microgravidade.
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Esta sexta-feira foi dia de recolher dados para estudar mais a fundo como é que a vida no espaço afeta o cérebro e a circulação sanguínea, informações fundamentais para assegurar o sucesso das missões a longo prazo.
Foram recolhidas amostras de sangue e urina para análise, que foram armazenadas num congelador científico e um dos astronautas participou em dois testes para documentar possíveis alterações causadas pelo espaço na estrutura e no desempenho do cérebro.
Estes testes mediram a capacidade de orientação do astronauta em gravidade zero (cognição espacial) e as reações enquanto fazia manobras com o braço robótico Canadarm2, num exercício de simulação de captura de uma nave espacial de carga.
Os dados vão ser usados para avaliar o desempenho cognitivo do astronauta e desenvolver ferramentas para monitorizar e proteger o cérebro em microgravidade.
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O comandante da estação Mike Fincke, da NASA, e o engenheiro de voo Kimiya Yui, da JAXA (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial) dedicaram o dia a estudar como o sangue flui do cérebro para o coração, recorrendo a elétrodos e sensores que foram colocados no pescoço, clavícula e costelas. Mediram o fluxo sanguíneo e alterações de volume que podem levar a problemas cardíacos relacionados com o espaço.
Os cosmonautas Sergey Kud-Sverchkov e Sergei Mikaev, da Roscosmos, também dedicaram o dia à saúde vascular, recorrendo igualmente a elétrodos no peito e medidores de pressão arterial, para estudar o funcionamento dos vasos sanguíneos e identificar formas de prevenir coágulos nos membros da tripulação.
E, ao mesmo tempo, a engenheira de voo da NASA, Zena Cardman, organizou ferramentas para caminhadas espaciais, usando óculos de realidade virtual para treinar a utilização de um jetpack de emergência para trajes espaciais. Este jetpack - Simplified Aid For EVA Rescue, ou SAFER - permite que um astronauta regresse em segurança ao posto avançado orbital no caso improvável de se soltar.
Já a encerrar o dia, durante o turno de sono da tripulação, outro membro russo da expedição finalizou uma sessão fotográfica noturna focada em pontos de referência da Terra. O astronauta ainda teve tempo para substituir uma bomba de vácuo do sistema de canalização orbital.
Os membros da Expedição 74, que como bem mostra o relato de bordo publicado pela NASA, junta astronautas de diferentes nacionalidades, vão passar o Natal e o Ano Novo em órbita. Está prevista a comunicação com os familiares nestas datas, para que se juntem virtualmente às celebrações em Terra. O diário de bordo faz uma pausa e regressa no início de janeiro com mais detalhes sobre o dia-a-dia (atarefado) na Estação Espacial Internacional.
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