Está marcado para o próximo mês de junho a realização de provas de aferição teóricas através do computador. O projeto-piloto selecionou 3.000 alunos para a realização das provas a alunos do 2º, 5º e 8º ano e é um primeiro passo para o fim do formato em papel em 2025, um investimento previsto em 12 milhões de euros, avança o Jornal de Notícias.

O jornal diz que 1.000 alunos de cada ano selecionado vão realizar as provas de aferição teóricas nas disciplinas de matemática, português, história, geografia, estudo do meio e ciências naturais. O projeto-piloto vai focar-se em 42 escolas espalhadas pelo país, incluindo na Madeira e Açores, mas também estabelecimentos de ensino de portugueses colocados no estrangeiro.

A mudança para o formato digital e a respetiva desmaterialização das avaliações em papel está previsto para 2025, através do investimento de 12 milhões de euros que fazem parte do Plano de Recuperação e Resiliência do Governo. O JN refere ainda que o projeto-piloto vai ser expandindo de forma gradual, prevendo-se que no próximo ano letivo, seja introduzido também no 9º ano de escolaridade. E posteriormente, em 2024, o formato será adotado pelos exames do 11º e 12º ano.

O plano do Instituto de Avaliação Educativa é fazer uma transição através de um processo gradual, para que seja feito com mais segurança. O sistema prevê a aplicação de fases experimentais nas suas diferentes modalidades de avaliação externa.

Em março, uma nota do Ministério da Educação referia que as melhorias agora em curso para a digitalização do ensino ultrapassam os 360 milhões de euros, um investimento no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. Segundo a nota, o investimento mais significativo, no valor de 184,5 milhões de euros, é para a expansão da conectividade à internet da Rede Alargada da Educação e ampliação nas redes, que está já a ser preparada e que permitirá a utilização simultânea dos equipamentos e recursos digitais.

Por outro lado, está em curso a contratualização da produção de recursos educativos digitais e a disponibilização de e-books em bibliotecas escolares digitais, a desmaterialização de processos de avaliação e a disponibilização de instrumentos de monitorização físico-motora para a educação física e desporto escolar, que resultam de um investimento de 115,6 milhões de euros.

A caminho das escolas estão ainda novos equipamentos de projeção, que até ao final do período de implementação do PRR deverão totalizar 40 mil novos projetores, no valor de 33,2 milhões de euros, e 15 mil computadores para os serviços de administração das escolas, no valor de 7,4 milhões de euros.

Nota de redação: Notícia atualizada com mais informação. Última atualização 9h59.

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