Já no início deste século Andy Grove, presidente da Intel, avisava que a lei definida pelo seu antecessor poderia estar a esgotar-se devido a um problema de perda de energia.
A verdade é que até agora a previsão de que a densidade dos processadores iria duplicar a cada dois anos se mantém inquestionável, e que o 50º aniversário da publicação da investigação na Electronics Magazine, que se assinala amanhã, não sofreu desgaste com a inovação tecnológica dos últimos anos.
A evolução constante dos semicondutores tem ajudado a impulsionar toda a indústria de computadores, e à medida que os processadores se tornam mais eficientes a miniaturização permite também que se tornem mais pequenos e eficientes em termos energéticos.
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As conquistas nos processadores estenderam-se a muitas áreas para além dos computadores, como os telemóveis, carros e muitos outros equipamentos que hoje se tornam mais inteligentes, como explica Gordon Moore.
A capacidade de reduzir o número de transístores no mesmo espaço está porém limitada pelas leis da física e a própria Intel já o admitiu.
A empresa que tem liderado o mercado de processadores nas últimas décadas tem vindo a investir nos processos de fabrico de 14 nanómetros, uma melhoria face aos anteriores 22 nanómetros, que está a ser abandonado. Tudo indica que a Intel conseguirá chegar aos 10 nanómetros no próximo ano e que está já a trabalhar na redução aos 7 nanómetros, que pode estar a funcionar ainda em 2018.
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Assumindo a evolução a cada dois anos prevista na Lei de More, os 5 nanómetros podem ser conseguidos em 2020, com comercialização em 2022, e há muito quem assinale que este será o fim da miniaturização, ainda antes da lei determinada por Gordon Moore atingir os 60 anos.
A substituição do silício atualmente usado nos processadores por outro tipo de material, como o grafeno, pode ser um dos caminhos.
O vídeo que reproduzimos abaixo explica o processo de fabrico de 14 nanómetros e as palavras de Gordon Moore sobre a evolução dos semicondutores e o futuro da indústria.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Redação. A notícia foi atualizada para incluir mais informação e vídeos.
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