Desde 2007 que a Intel adotou o modelo ‘tick-tock’ para o desenvolvimento de processadores. Na prática isto significa que num ano a empresa introduz um novo processo de fabrico nos chips e no ano seguinte foca-se em usar o mesmo processso, mas alterando a arquitetura para maximizar a potência e a eficiência.
Daqui em diante a Intel vai assumir uma nova estratégia que baseia-e num processo de três passos: processo de fabrico, arquitetura dos chips e otimização dos mesmos (PAO na sigla em inglês).
Esta nova abordagem, anunciada num documento oficial, vai começar já com os mais recentes chips de 14 nanómetros, com a tecnológica a acrescentar-lhe um ano para a otimização do desenvolvimento do trabalho. Só depois é que virão os processadores de 10 nanómetros e também num ciclo de desenvolvimento em três fases.
A Lei de Moore, que previa a duplicação da potência dos processadores a cada 18-24 meses, vê assim confirmada a sua ‘queda’ - algo que já tinha sido adiantado pelos meios de comunicação especializados em fevereiro de 2016.
A posição dominante que a Intel tem no mercado dos processadores, apesar do início menos conseguido no campo dos dispositivos móveis, deve-se em parte ao modelo ‘tick-tock’ que a tecnológica adotou.
Resta saber em que consistirá tecnicamente o terceiro e novo passo da Intel, a otimização - caso não seja significativa e impactante no desempenho dos equipamentos, poderá ‘prender’ os utilizadores aos dispositivos durante mais tempo e à espera do verdadeiro salto tecnológico nos chips, o que por sua vez teria impacto nas vendas. Já se houver benefícios claros, apenas representará uma evolução na Lei de Moore.
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